Endocrinologista alerta para o uso indiscriminado da "pílula da barriga"

Endocrinologista alerta para o uso indiscriminado da "pílula da barriga"

Atualizado: Quarta-feira, 28 Maio de 2008 as 12

Comercializado na Europa há dois anos, aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2007 e liberado para venda em farmácias recentemente, o Acomplia, chamado de "pílula da barriga", não é sozinho um meio eficaz para emagrecer e não deve ser usado para fins estéticos, alerta a endocrinologista Vivian Estefan, médica responsável pelo serviço de Endocrinologia do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e doutora em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP.

"O medicamento é recomendado para quem tem o IMC (Índice de Massa Corporal) superior a 30, considerado obeso, e para pessoas com índices entre 27 e 30, já com sobrepeso associado a fatores de risco, como diabetes. Também pode ser usado por homens com circunferência abdominal superior a 94 e por mulheres com índice superior a 80", explica a médica.

Para atingir os resultados esperados, é aconselhável usar a pílula acompanhada de dieta e exercícios físicos. A principal novidade do medicamento, cujo princípio ativo é o rimonabant, está em sua competente ação no sistema endocanabinoide, presente no cérebro e responsável pelas sensações de prazer, bem-estar e apetite, inibindo a fome.

Indicada para eliminar a gordura intra-abdominal, extremamente maligna porque pode levar ao aparecimento da diabetes, a pílula antibarriga tem efeitos colaterais como sonolência, irritabilidade, náusea, vômitos e diarréia. "O Acomplia também não deve ser ingerido por pessoas que sofrem de depressão, problemas nos rins ou no fígado", completa.

Postado por: Claudia Moraes

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