Entenda o que é herpes genital

Entenda o que é herpes genital

Atualizado: Quinta-feira, 3 Novembro de 2011 as 11:23

Comum entre as mulheres, a contaminação pelo vírus do herpes atinge não só a boca, mas a região genital também. Ambos locais são afetados pelo aparecimento de pequenas bolhas com fluído transmissor. Embora passageiro, o problema de saúde deve ser encarado com seriedade para que transmissões não aconteçam, mas também não é o fim do mundo. É possível ter qualidade de vida e conviver bem com a doença.

O herpes genital é transmitido por meio de relações sexuais com parceiros que apresentam feridas abertas ou que estejam em processo de cicatrização. Como na boca, as bolhas com vírus são os sinais visíveis de que algo não está bem. É o que afirma Karen Abrão, ginecologista coordenadora do curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi: “Lábios vaginais e a região entre o ânus e a vagina são as áreas que as feridas costumam aparecer, podendo chegar ao colo do útero”.

Mas antes da bolha, avermelhamento e coceira podem caracterizar herpes, fases em que o contágio já é possível. A infecção desaparece em torno de cinco dias, mesmo sem tratamento. Entretanto, isso não deve ser argumento para não tratá-lo. “Especialmente quem teve a manifestação pela primeira vez deve ser tratado, pois irá reduzir a chance da recidiva”, alerta Dra. Karen. Vale lembrar que grávidas contaminadas podem sofrer aborto espontâneo ou parto prematuro. Daí a importância de buscar ajuda médica.

Como tratar

O tratamento feito com medicamentos retrovirais não elimina o vírus do organismo, apenas diminui o período de manifestação do herpes genital. Infelizmente, uma vez alocado, dificilmente ele será eliminado, porque há o aproveitamento do material das células para sua replicação.

Contudo, pode-se acelerar a cicatrização das feridas com substâncias antivirais via oral e algumas vezes local. “Quando há queda do sistema imunológico, os sintomas voltam”, explica Margarida Matos, professora de ginecologia da Escola Bahiana de Medicina. “Em muitos casos, o infectado pode conviver bem com a infecção em estado de repouso, evitando situações de muito estresse, um dos catalisadores da doença”.

Quanto ao sexo, a médica afirma que não se deve ter relações sexuais quando há infecção por herpes, pois o risco de contaminar o parceiro é muito alto, mesmo com camisinha. O preservativo previne, mas não é efetivo, já que o vírus está em toda região íntima. “Mesmo enquanto as lesões estão em fase final de cicatrização, as ‘casquinhas’ contêm partículas virais”, diz a Dra. Margarida.

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