Entendendo o colesterol

Entendendo o colesterol

Atualizado: Segunda-feira, 4 Agosto de 2008 as 12

No dia 8 de agosto, a Sociedade Brasileira de Cardiologia promove o Dia Nacional de Controle do Colesterol. Mas pouca gente realmente entende o que é essa substância e quais são seus malefícios para o organismo.

O colesterol é uma substância mole, semelhante à cera, encontrado naturalmente em nosso sangue e em todas as células do corpo. É usado para formar células e alguns hormônios, entre outras funções importantes. Pelo fato de ser como uma cera e não se dissolver em água, ele é carregado através do sangue em "pacotes", chamados lipoproteínas.

Existem dois tipos de lipoproteínas devem ser conhecidos: a lipoproteína de baixa densidade (LDL), e a lipoproteína de alta densidade (HDL). Os níveis de HDL e LDL no sangue são também medidos para avaliar o risco de doença cardiovascular. A LDL é chamada de "mau" colesterol, e a HDL é conhecida como o "bom" colesterol.

A LDL é considerada o "mau" colesterol porque quando grande quantidade dela circula no sangue, mais colesterol está sendo levado para se acumular nas artérias. Então, níveis altos de LDL aumentam o risco de infarto e de derrame cerebral. Reduzindo-se os níveis de LDL, esse risco diminui.

Já a HDL é conhecida o "bom" colesterol, porque o transporta das artérias para o fígado, para ser reprocessado e eliminado do organismo (excretado). Portanto, um alto nível desse colesterol pode proteger contra um ataque cardíaco. Por outro lado, os níveis baixos aumentam o risco da doença. Para aumentar os níveis baixos de HDL é importante evitar o fumo, manter um peso saudável e praticar exercícios físicos regularmente.

Enfim, quanto menos LDL e quanto mais HDL você tiver, menor será o seu risco de doença cardiovascular, pois o colesterol e as gorduras circulantes em quantidades altas no sangue são os maiores responsáveis pela formação das placas nas paredes das artérias, causando o seu endurecimento. O processo, muitas vezes, inicia-se na infância e adolescência, e piora com a idade. O problema leva à diminuição e até ao entupimento da passagem do sangue. Com isso, falta oxigênio e nutrientes para órgãos vitais e, como conseqüência, acontece a doença cardiovascular. O infarto (ataque do coração) e o derrame cerebral são os principais exemplos dessa doença.

Por isso, é recomendado medir os níveis sangüíneos de colesterol por meio do exame de sangue. Quanto mais cedo se iniciar as estratégias alimentares para prevenir ou reduzir níveis elevados de colesterol, melhor.

No caso de excesso de peso ou obesidade, a primeira coisa a fazer é perder alguns "quilinhos", por meio de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares. Além dos exercícios físicos e o controle das calorias ingeridas, a qualidade da alimentação também tem papel fundamental no controle dos níveis de colesterol no sangue. É importante lembrar que só os alimentos de origem animal são fontes de colesterol. Alguns exemplos são: vísceras (fígado, miolo, miúdos), embutidos (lingüiça, salsicha, bacon), frios (mortadela, salame, presunto), pele e gordura de aves e carnes, frutos do mar (lagosta, camarão, ostra, mariscos), leite integral e seus derivados (manteiga, creme de leite, nata, queijo, sorvetes cremosos), gema de ovos e produtos de panificadora (bolos, biscoitos amanteigados, croissants, folhados).

Os alimentos de origem vegetal, como as frutas, hortaliças e cereais não possuem colesterol. Essa é uma dúvida freqüente, pois os óleos e margarinas que dizem no rótulo "sem colesterol" podem servir para confundir a cabeça do consumidor. Na verdade, nenhum óleo ou margarina exclusivamente vegetal possui colesterol em sua composição.

*Imagem ilustrativa.

Postado por: Claudia Moraes

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