Escrever sobre os problemas diminui a ansiedade em momentos estressantes

Escrever sobre os problemas diminui a ansiedade em momentos estressantes

Atualizado: Quinta-feira, 3 Fevereiro de 2011 as 9:22

A pesquisa, publicada no periódico Science, observou o resultado de estudantes em véspera de testes e provas – situações consideradas estressantes e que causavam grande sentimento de ansiedade. O resultado foi que aqueles que escreviam sobre suas aflições e medos, mesmo momentos antes da prova, conseguiam controlar melhor a ansiedade e tinham melhores aproveitamentos nos testes.

De acordo com Sian Beilock, pesquisador envolvido no estudo, o exercício de escrita ajudou os estudantes a se livrarem das suas ansiedades, deixando-os mais focados nas provas e resultando em notas melhores.

Outro estudo feito por Beilock mostrou que situações estressantes, como ser colocado sob pressão, afeta o poder de processamento da memória de trabalho do cérebro – uma memória que trabalha como uma área de “rascunho”, onde informações relevantes para um determinado momento ficam disponíveis para serem usadas para completar uma tarefa. Quando as pessoas ficam preocupadas, essa memória de trabalho (ou laboral) se torna menos ativa e as pessoas acabam não conseguindo realizar as tarefas, mesmo que tenham se preparado anteriormente.

Esse processo também é chamado de “branco mental” (mental choking, em inglês) e atinge até mesmo pessoas altamente qualificadas, como profissionais especializados e mesmo militares treinados. “Mesmo pessoas motivadas, quando sob pressão, podem render menos do que seu nível de habilidade normal”, diz Beilock.

Pesquisas anteriores já haviam indicado que escrever sobre um trauma ou uma experiência emocional intensa é uma técnica efetiva para diminuir as preocupações em indivíduos com sentimentos depressivos.

No experimento de Beilock, essa mesma estratégia foi usada para determinar se escrever sobre as suas ansiedades ajudava os estudantes em um momento onde seu desempenho pessoal era puxada ao limite, ou seja, durante provas de matemática.

“A escrita os ajudou a regular suas preocupações, deu oportunidade de verbalizar seus sentimentos e, como consequência, eles focaram mais no problema que estava à sua frente”, finaliza Beilock.

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