Esquizofrenia, a doença da personalidade

Esquizofrenia, a doença da personalidade

Atualizado: Quinta-feira, 24 Abril de 2008 as 12

O termo "esquizofrenia" foi criado em 1911 pelo psiquiatra suíço Eugem Bleuler e seu significado queria dizer "mente dividida". Aproximadamente 1% da população mundial é acometida pela doença, que começa a se apresentar a partir dos 15 anos de idade, e muito raramente se manifesta antes dos 10 anos ou depois dos 50.

Agindo como alguém que rompeu as amarras da concordância cultural, o esquizofrênico menospreza a razão e perde a liberdade de escapar às suas fantasias.

A médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, explica que a esquizofrenia é uma doença da personalidade total, que afeta a zona central do eu, e altera toda a estrutura vivencial do indivíduo. Ela salienta que, culturalmente, o esquizofrênico representa o estereotipo do "louco", um indivíduo que produz grande estranheza social devido ao seu desprezo para com a realidade reconhecida.

Sintomas

Segundo Soraya, os transtornos esquizofrênicos se caracterizam, em geral, por distorções do pensamento, da percepção e por inadequação dos afetos. Usualmente, o paciente com esquizofrenia mantém clara sua consciência e sua capacidade intelectual. "A doença traz ao paciente um prejuízo tão severo que é capaz de interferir amplamente na capacidade de atender às exigências da vida e da realidade", alerta Soraya.

Tratamento

Até pouco tempo atrás, pensava-se que a esquizofrenia era incurável e que se convertia numa doença crônica. Hoje, apenas uma pequena porcentagem de pessoas que sofrem deste transtorno pode recuperar-se por completo e levar uma vida normal como qualquer outro indivíduo, com a utilização de medicamentos e terapias.

Outras pessoas, com quadros mais graves, apesar de dependerem de medicação, chegam a melhorar até o ponto de poderem desempenhar o trabalho, casar-se e ter família. "Embora não se possa falar em cura, tal como se conceitua a cura total na medicina, a reabilitação social da expressiva maioria desses pacientes tem sido bastante evidente e pode significar um importante passo na reintegração destas pessoas à sociedade", completa Soraya.

Postado por: Claudia Moraes

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