Estresse pode acelerar a progressão do câncer de mama

Estresse pode acelerar a progressão do câncer de mama

Atualizado: Quinta-feira, 7 Outubro de 2010 as 4:35

O estresse crônico pode servir de "catalisador" para a progressão do câncer de mama, acelerando significativamente a ampliação da área a ser tratada, diz um estudo da Universidade da Califórnia, EUA, feito com modelos animais e publicado no periódico Cancer Research.

Os pesquisadores dizem que o estresse parece reprogramar as células do sistema imunológico que inicialmente combatem o câncer, diminuindo sua eficácia e contribuindo para que o câncer se espalhe por outros órgãos do corpo. O estudo aponta para um crescimento de até 30% no avanço do câncer no corpo de animais estressados, em comparação com grupos controle.

Os resultados indicam a confirmação biológica de uma teoria que já apontava para o efeito do estresse no câncer em humanos. O estudo resultou em um modelo que não só demonstra a velocidade de progressão de um câncer específico, como também detalha as mudanças biológicas ocorridas nas células do sistema imunológico, que pioram o tratamento em certos tipos de câncer e podem fazer que a condição se alastre.

"O que conseguimos demonstrar, pela primeira vez, foi que o estresse crônico pode fazer que as células cancerosas ‘colonizem’ outros órgãos, distantes do foco inicial, graças a essa ação sobre o sistema imunológico", diz Erica Sloan, principal autora do estudo. "Não só mostramos que isso acontece, como demonstramos como o estresse espalha essa condição pelo corpo."

"O estudo, entretanto, não afirma que o estresse causa câncer, mas que uma condição crônica de estresse ajuda o câncer a se desenvolver", pontua Steven Cole, outro pesquisador envolvido no estudo.

Além de documentar todo o processo, os pesquisadores também conseguiram bloquear esses efeitos, diminuindo o nível de estresse dos animais com medicamentos que bloqueavam parte do sistema nervoso responsável pela reprogramação celular dos macrófagos (as células do sistema imunológico). Além disso, rotinas de exercício físico e medicação (no caso de humanos) também podem ajudar na redução desse estresse crônico. Agora os pesquisadores iniciarão os estudos de fase clínica e a partir daí é possível desenvolver um tratamento clínico universal.

O estresse crônico pode servir de "catalisador" para a progressão do câncer de mama, acelerando significativamente a ampliação da área a ser tratada, diz um estudo da Universidade da Califórnia, EUA, feito com modelos animais e publicado no periódico Cancer Research.

Os pesquisadores dizem que o estresse parece reprogramar as células do sistema imunológico que inicialmente combatem o câncer, diminuindo sua eficácia e contribuindo para que o câncer se espalhe por outros órgãos do corpo. O estudo aponta para um crescimento de até 30% no avanço do câncer no corpo de animais estressados, em comparação com grupos controle.

Os resultados indicam a confirmação biológica de uma teoria que já apontava para o efeito do estresse no câncer em humanos. O estudo resultou em um modelo que não só demonstra a velocidade de progressão de um câncer específico, como também detalha as mudanças biológicas ocorridas nas células do sistema imunológico, que pioram o tratamento em certos tipos de câncer e podem fazer que a condição se alastre.

"O que conseguimos demonstrar, pela primeira vez, foi que o estresse crônico pode fazer que as células cancerosas ‘colonizem’ outros órgãos, distantes do foco inicial, graças a essa ação sobre o sistema imunológico", diz Erica Sloan, principal autora do estudo. "Não só mostramos que isso acontece, como demonstramos como o estresse espalha essa condição pelo corpo."

"O estudo, entretanto, não afirma que o estresse causa câncer, mas que uma condição crônica de estresse ajuda o câncer a se desenvolver", pontua Steven Cole, outro pesquisador envolvido no estudo.

Além de documentar todo o processo, os pesquisadores também conseguiram bloquear esses efeitos, diminuindo o nível de estresse dos animais com medicamentos que bloqueavam parte do sistema nervoso responsável pela reprogramação celular dos macrófagos (as células do sistema imunológico). Além disso, rotinas de exercício físico e medicação (no caso de humanos) também podem ajudar na redução desse estresse crônico. Agora os pesquisadores iniciarão os estudos de fase clínica e a partir daí é possível desenvolver um tratamento clínico universal.

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