Estudo aponta que mulheres, ao adoecerem, sentem mais dores que os homens

Elas sentem mais dor

Atualizado: Sexta-feira, 27 Janeiro de 2012 as 9:06

Um novo estudo aponta que quando uma mulher adoece, sua dor pode ser mais intensa que a do homem. Através de um número de diferentes doenças, incluindo artrite, diabetes e certos tipos de infecções respiratórias, as mulheres relataram sentir mais dor do que homens, disseram os pesquisadores.

Segundo o My Health News Daily, os resultados desta pesquisa estão alinhados com os resultados de pesquisas anteriores e revelam que as diferenças sexuais na sensibilidade à dor pode estar presente em muitas outras doenças que antes não estavam confirmadas.

Uma série de fatores, incluindo o humor e a quantidade de medicamentos ingeridos foram analisados. "Seja qual for a razão, eu acho que é importante estar ciente desta diferença entre homens e mulheres e analisá-la ainda mais", disse a pesquisadora Linda Liu.

Diferenças entre os sexos

O novo estudo incluiu informações de mais de 11.000 pacientes e o nível de dor foi registrado em um prontuário eletrônico entre 2007 e 2010. Os pacientes tiveram que classificar sua dor em uma escala de zero (sem dor) a 10 (muita dor). Os pesquisadores relataram mais de 250 dores e condições.

Para quase todos os diagnósticos as mulheres relataram maior pontuação de dor que os homens, sendo em média, 20% maior que as deles.

Mulheres com dor lombar, no joelho e na perna relataram maiores pontuações do que os homens. Elas também relataram sentir mais dor no pescoço e nos seios (durante sinusite) do que os homens, resultado que não foi encontrado na pesquisa anterior.

Percepção da dor

Segundo um investigador que não estava envolvido no estudo, as mulheres podem ter atribuido números diferentes para o mesmo nível de dor que os homens. De qualquer forma, este estudo foi longo e as conclusões concordam com os trabalhos desenvolvidos anteriormente.

As pesquisas anteriores sugerem uma série de fatores que contribuem para a percepção do nível de dor incluindo hormônios, genética e fatores psicológicos e que podem variar entre homens e mulheres. Também é possível que o sistema de dor funcione de forma diferente nos dois sexos.

Pesquisas futuras são necessárias para descobrir as causas exatas das diferenças na percepção da dor e qual seria o controle mais eficaz dela. Encontrar marcadores biológicos para a dor, tais como genes ou proteínas, também ajudaria a tirar um pouco da subjetividade de avaliar a experiência da dor.

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