Estudo associa saúde oral ruim ao risco de problemas de raciocínio e memória

Estudo associa saúde oral ruim ao risco de problemas de raciocínio e memória

Atualizado: Segunda-feira, 16 Novembro de 2009 as 12

Uma boa saúde bucal - com escovação adequada, uso de fio dental e visitas regulares ao dentista - pode ajudar a proteger as habilidades de raciocínio dos efeitos do envelhecimento, segundo estudo publicado este mês no Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry. Avaliando mais de 2,3 mil pessoas com mais de 60 anos, pesquisadores americanos notaram que aqueles que apresentavam maiores níveis da bactéria Porphyromonas gingivali - causadora de doença na gengiva - eram três vezes mais propensos a ter problemas em testes de memória que consistiam em lembrar uma sequência de três palavras, e em testes de subtração reversa com números de três dígitos.

Pesquisas anteriores já haviam estabelecido uma relação entre uma saúde oral ruim e doença cardíaca, derrame e diabetes, assim como doença de Alzheimer. Segundo os pesquisadores, a doença na gengiva pode influenciar a função cerebral através de diversos mecanismos, principalmente causando inflamação, que se dissemina pela corrente sanguínea e representa um fator de risco para problemas na função mental.

De acordo com o pesquisador Robert Stewart, do King's College in London, no Reino Unido, o estudo acrescenta conhecimentos ao corpo de evidências que ligam a saúde bucal à função cerebral. Porém, mais estudos são necessários para confirmar os resultados e os mecanismos por trás da relação.

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