Estudo revela que aspirina reduz incidência de câncer

Estudo revela que aspirina reduz incidência de câncer

Atualizado: Quinta-feira, 12 Junho de 2008 as 12

A aspirina, que combate as doenças cardiovasculares, também reduz a incidência de câncer, revelou um estudo apresentado à Associação dos Estados Unidos para a Pesquisa do Câncer.

Segundo Aditya Bardia, pesquisador do Colégio de Medicina da Clínica Mayo, em Rochester (Minnesota), os mesmos efeitos não são consideráveis em outros analgésicos antiinflamatórios não esteróides, como ibuprofen e naproxen.

"Se uma pessoa consome aspirina por suas propriedades de proteção cardíaca, é possível que esteja desfrutando de um benefício agregado", afirmou Bardia no encontro da associação em Los Angeles (Califórnia).

No entanto, ele alertou que, apesar dos efeitos anticancerígenos, o consumo de aspirina também apresenta riscos, já que provoca hemorragias gastrintestinais.

O estudo foi iniciado na década passada com 22.507 mulheres, todas após a menopausa. Elas responderam a questionários sobre seu consumo de aspirina e outros analgésicos antiinflamatórios não esteróides.

Em 12 anos, 3.487 mulheres desenvolveram câncer e 3.581 morreram. Segundo Bardia, os resultados do estudo demonstraram que as consumidoras de aspirina (pelo menos uma dose por semana) correram um risco de câncer 15% menor e tiveram 9% menos de probabilidades de morrer que as outras.

Além disso, quanto maior a freqüência no consumo da aspirina, maior o benefício.

As mulheres que tomaram aspirina seis ou mais vezes por semana tiveram 19% menos de possibilidades de desenvolver câncer e 18% menos de morrer em comparação com as quais não tomaram o analgésico.

As mulheres que consumiram os analgésicos antiinflamatórios não esteróides, segundo o estudo, não receberam proteção. Além disso, as fumantes não pareceram se beneficiar do uso da aspirina na mesma medida.

Sobre Aspirina®

Aspirina®, fabricada pela Bayer, é o medicamento clássico para o rápido alívio de dores, especialmente dores de cabeça e as associadas aos sintomas de gripes e resfriados. Desde a sua descoberta, em 1899, vários estudos trouxeram novidades na indicação do produto, que passou a ser uma poderosa arma como antiagregante plaquetário, sendo indicada para reduzir o risco de mortalidade em pacientes com suspeita de infarto ou para prevenção secundária de derrames cerebrais.

Postado por: Claudia Moraes

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