Estudo sugere que andar de bicicleta afeta fertilidade masculina

Estudo sugere que andar de bicicleta afeta fertilidade masculina

Atualizado: Terça-feira, 14 Dezembro de 2010 as 8:28

Um estudo sobre homens que procuram clínicas de fertilidade concluiu que aqueles que andam de bicicleta por cinco ou mais horas por semana têm mais chances de ter problemas de fertilidade. A pesquisa da Universidade de Boston relacionou a prática com a incidência de baixa contagem de espermatozoides e uma pobre capacidade de movimentação deles.

A pouca mobilidade ou quantidade de espermatozoides influenciam diretamente na fertilidade masculina, já que se eles não conseguem chegar ao óvulo e fecundá-lo. Quando apresentam essas características são considerados de baixa qualidade.

Estudos anteriores com ciclistas que fazem competições já haviam feito a relação entre os atletas e a baixa qualidade do sémen, bem como problemas urinários e genitais, mas até agora sem essas ligações não haviam sido comprovadas entre os ciclistas não-competitivos.

Liderados por Lauren Wise, professora de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, os pesquisadores estudaram 2.261 homens, membros de casais que passariam por tratamento de fertilidade, entre 1993 e 2003. Eles deixaram uma amostra de sêmen e responderam a um questionário que incluía perguntas sobre os seus níveis de exercício, tipo de exercício físico, saúde geral e história médica.

Quando os investigadores detalharam a coleta de dados por formas específicas de exercício, descobriram que homens que andam de bicicleta por cinco horas ou mais por semana apresentaram maior probabilidade de ter uma baixa contagem de espermatozoides e de baixa qualidade do que os homens que não se exercitavam naquela frequência ou que faziam outras formas de exercício.

Menos de um quarto dos que não se exercitavam tiveram uma baixa contagem de esperma em comparação com 31% dos assíduos pilotos de moto. Pouco mais de um quarto (27%) dos homens sedentários apresentaram baixa qualidade do esperma em comparação a 40% dos ciclistas.

A professora acredita que a qualidade do sêmen pode ser afetada pela elevação da temperatura no escroto ou trauma durante o ciclismo, mas afirma que é cedo para ter certeza da causa.

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