Exercícios regulam distribuição de gordura em pré-diabéticos

Exercícios regulam distribuição de gordura em pré-diabéticos

Atualizado: Quarta-feira, 25 Agosto de 2010 as 8:46

Uma pesquisa de cientistas alemães da Universidade de Tübingen, na Alemanha, observou que o grau de gordura espalhada pelo corpo pode indicar o quanto um paciente obeso, com alto risco de ter diabetes, tem chances de melhorar a saúde caso resolva adotar um estilo de vida mais saudável.

Segundo o autor do estudo e físico Jürgen Machann, do Hospital Universitário de Tübingen, a gordura abdominal e a do fígado são os dois fatores mais importantes para predizer se uma intervenção do estilo de vida será bem sucedida.

- Você pode ter duas pessoas que pesam a mesma coisa e têm o mesmo IMC (Índice de Massa Corporal), mas que têm diferentes níveis de gordura interna.

Machann e pesquisadores submeteram 243 pessoas à duas sessões de ressonância magnética e espectroscopia, a segunda nove meses depois de começarem a mudar o estilo de vida, passando a se alimentar com uma dieta mais saudável aliada à prática de exercícios físicos.

A mudança exigia uma perda de peso de 5%, pela redução da ingestão de gordura a um máximo de 30% das calorias totais ingeridas por dia (incluindo menos de 10% na forma de gordura saturada) e na prática de atividade física moderada, como caminhar pelo menos três horas por semana.

Cada um dos participantes, que incluiu 144 mulheres (com idade média de 44,5 anos) e 99 homens (com idade média de 47,3), foi considerado alguém com risco de desenvolver diabetes tipo 2 em consequência da obesidade, medida pelo IMC de 27 ou superior ou com intolerância à glicose ou um parente de primeiro grau com a doença.

- Os métodos comuns de medição de gordura corporal podem determinar que um organismo composto por 25% de gordura, mas isso não quer dizer que a gordura é distribuída.

O IMC é uma boa medida para descobrir a obesidade, mas não necessariamente um preceptor de risco para a saúde, porque não só a quantidade de gordura, mas também a sua distribuição são essenciais. Só de olhar dentro do corpo pode determinar o montante de gordura abdominal e do fígado, afirma o pesquisador.

Os exames permitiram os pesquisadores distinguir o tecido adiposo (onde está localizado a gordura) do tecido magro em todo o corpo e onde eles estavam localizados no corpo.

Os investigadores usaram também a sensibilidade à insulina para medir o sucesso das mudanças. Pessoas com diabetes tipo 2 não respondem diretamente à insulina, um hormônio secretado pelo pâncreas que auxilia no metabolismo. Na pré-diabetes, as células se tornam resistentes à ação da insulina.

Após nove meses de participação, a sensibilidade à insulina aumentou 71% dos homens e 58% nas mulheres. E pessoas com aumento da sensibilidade à insulina perderam quantidades significativas de gordura visceral (uma redução média de 19% nas mulheres e 20% nos homens) e de gordura no fígado (uma redução média de 35% para as mulheres e 44% para os homens), reduzindo 3 a 5% de peso corporal.

- Os participantes que melhoraram seu estado de saúde como resultado de dieta e exercício mostraram menores níveis de gordura abdominal e de fígado.

Pessoas que não melhoraram sensibilidade à insulina, como resultado das mudanças de estilo de vida, perderam quantidades muito menores de gordura visceral (uma redução média de 4% para as mulheres e 6% para os homens). Os homens também perderam menos gordura no fígado (uma média de 15%), e as mulheres ganharam uma média de 22% de gordura no fígado.

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