Expectativa de vida de brasileiros é de quase 73 anos, diz IBGE

Expectativa de vida de brasileiros é de quase 73 anos, diz IBGE

Atualizado: Terça-feira, 1 Dezembro de 2009 as 12

Em 2008, a expectativa de vida dos brasileiros passou de 69 anos, sete meses e 29 dias para 72 anos, 10 meses e 10 dias, segundo pesquisas feitas a partir a partir da Tábua de Mortalidade, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este ganho na esperança de vida ao nascer foi semelhante entre homens e mulheres, e a diferença entre os sexos se manteve constante no período.

De acordo com IBGE, a expectativa de vida das mulheres ao nascer é de 7 anos, 7 meses e 6 dias, maior que a dos homens. Analisando a esperança de vida a partir de idades exatas, o IBGE informou que, aos 60 anos, homens e mulheres esperam viver mais 21,16 anos indicando que em 2008 uma pessoa que completasse 60 anos esperaria viver em média até os 81,16 anos.

Entre 1970 e 2008, a mortalidade infantil caiu de 100 para 23,30 óbitos por mil nascidos vivos. Mesmo considerando-se apenas o período entre 1998 e 2008, a queda da mortalidade infantil evitou mais de 200 mil óbitos. Ainda assim, de 1998 a 2008, morreram, diariamente, 68 homens jovens de 15 a 24 anos por causas externas, totalizando cerca de 272,5 mil óbitos. Nesse período, entre os jovens de 20 a 24 anos, as causas externas vitimaram 9 homens para cada mulher.

Ao considerar que no Japão, Hong Kong (China), Suíça, Islândia, Austrália, França e Itália, a vida média já é superior a 81 anos, a esperança de vida no Brasil, em 2008, ainda é relativamente baixa. Somente por volta de 2040 o Brasil alcançaria uma esperança de vida ao nascer no patamar dos 80 anos. Em escala mundial, a expectativa de vida ao nascer (ambos os sexos) estimada pela Divisão de População das Nações Unidas para o período 2005-2010, é de 67,58 anos, e de 75,55 anos para o quinquênio 2045-2050.

Ao contabilizar os óbitos por causas externas, nos grupos etários, verificou-se, por exemplo, que, em média, por dia, ocorreram no País 241 mortes do sexo masculino entre 1998 e 2008, sendo 150 destas entre os homens com idades entre 15 e 39 anos.

No período analisado, e no grupo etário dos 15 aos 24 anos, morreram 272.462 homens jovens por causas externas no Brasil, mais que o dobro dos óbitos por causas naturais para o mesmo grupo etário. A tabela também mostra as marcantes diferenças no número de mortes naturais e violentas, por sexos.

A sobremortalidade masculina também pode ser aferida pelo número de óbitos por idade e sexo. No grupo de idade dos 20 a 24 anos, tanto em 1998 quanto em 2008 os óbitos violentos masculinos chegam a ser 9 vezes superiores aos verificados no sexo feminino. Por sua vez, as causas naturais também ocorreram em maior número entre os homens, porém com um diferencial bastante menor, em relação às mortes violentas.

Entre 1998 e 2008, o processo de envelhecimento da população concorreu para aumentar sua idade média ao falecer: em 7,0 anos para os homens e em 8,8 anos para as mulheres. Nas mortes violentas, a mais expressiva variação na idade média ocorreu entre as mulheres (8,4 anos) enquanto o aumento da idade do sexo masculino foi de apenas 2,2 anos. Ou seja, os homens continuaram falecendo a uma idade mais precoce, comparativamente às mulheres, quer seja por morte natural ou violenta.

Há uma significativa diferença nas idades médias dos óbitos naturais em relação às mortes violentas. Em 2008, enquanto os homens faleciam em média aos 65,2 anos por causas naturais, as mortes violentas ocorriam a uma idade média próxima aos 37 anos.

Mortalidade infantil

No Brasil, a taxa de mortalidade infantil teve uma queda de 30% na última década, passando de 33,24% em 1998 para 23,30% em 2008, indicando que, neste ano, para cada mil nascidos vivos, 23,30 teriam falecido antes de completar um ano de idade. Neste período, a TMI masculina diminuiu de 37,51% para 26,91% (uma redução superior a 28%), ao passo que a feminina passou de 28,79% para 19,55% (uma queda de 32%).

Ao longo do período, a redução da mortalidade infantil no Brasil conseguiu poupar cerca de 205 mil mortes de menores de um ano de idade. Se a taxa de mortalidade infantil tivesse permanecido constante desde 1998, o país teria tido, nestes 11 anos, 1.261.570 óbitos de menores de um ano, em vez das 1.055.816 mortes estimadas. A taxa de mortalidade infantil do Brasil já não mais apresenta nível semelhante ao de países como o Afeganistão (157,00 por mil), Chad (129,9 por mil), Angola (117,5 por mil), Serra Leoa (104,30 por mil) e Libéria (95,10 por mil). Mas, o Brasil mantém uma distância colossal de situações vigentes em Países como Islândia (2,90 por mil), Singapura (3,00 por mil), Japão (3,20 por mil), Suécia (3,10 por mil) e Noruega (3,50 por mil).

Crescimento da população

Na década de 1970, tanto a mortalidade quanto a fecundidade estavam em franco processo de declínio. Nos anos 80, a diminuição acelerada da taxa de natalidade, devido à propagação da esterilização feminina no País, concorreu para taxas de crescimento cada vez menores (1,93%, entre 1980 e 1991, e 1,64%, entre 1991 e 2000). O IBGE informou que, em 2030, o número de idosos na população será quase igual ao dos jovens.

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