Felicidade evita problemas cardíacos, aponta estudo

Felicidade evita problemas cardíacos, aponta estudo

Atualizado: Sexta-feira, 19 Fevereiro de 2010 as 12

Você já ouviu isso antes: para evitar um ataque cardíaco não fume, coma direito e faça exercício. Mas um novo estudo aponta uma postura que você não sabia e que pode evitar um problema cardíaco: ser feliz.

Pesquisadores da Universidade de Columbia avaliaram os níveis de felicidade de mais de 1.700 adultos, no Canadá, sem problemas de coração em 1995.

Depois de uma década, examinaram as 145 pessoas que desenvolveram um problema de coração e encontraram que as pessoas mais felizes eram as que menos tinham chance de um ataque.

O estudo foi publicado nesta quinta-feira (18) no European Heart Journal.

"Se você não é naturalmente uma pessoa feliz, tente agir como uma", disse Karina Davidson da Columbia University Medical Center, principal autora do artigo. “Isso pode ajudar seu coração."

Davidson e seus colegas usaram uma escala de cinco pontos para medir a felicidade das pessoas. Eles ajustaram a escala para medir com outras variáveis, como idade, sexo e tabagismo.

Para cada ponto na escala de felicidade, as pessoas tinham 22% menos chance de ter um problema cardíaco. O estudo foi financiado pelo National Institutes of Health dos EUA.

Davidson disse que as pessoas felizes eram mais propensas a ter uma vida saudável. O estudo aponta que poderia haver um traço genético desconhecido que predispõe as pessoas felizes e terem menos doenças do coração.

Outros peritos disseram que a própria felicidade poderia resultar em um coração saudável, quando comparadas com outras emoções, como o estresse ou depressão.

O estreses frequentemente libera hormônios que podem danificar o músculo cardíaco. O estresse também pode causar dilatação dos vasos sanguíneos, permitindo o acúmulo de placas que, ao longo do tempo, são capazes romper e obstruir as artérias, de acordo com Joep Perk, um professor de ciências da saúde na Universidade de Kalmar na Suécia e porta-voz da Sociedade Européia de Cardiologia. Perk não estava relacionado com o estudo.

"Costumo dizer aos meus pacientes para não ficarem muito deprimidos, porque isso é ruim para o coração", disse Perk. "Você precisa de tempo para recarregar as baterias ou o teu coração não será capaz de seguir em frente."

A depressão tem se destacado como um fator de risco para problemas cardíacos. Davidson disse que seria prematuro recomendar aos pacientes que impulsionem os seus níveis de felicidade só para proteger os seus corações, mesmo que isso possa ajudar. A pesquisadora diz que estudos mais amplos já estão andamento. Mas ela recomenda tentar ser feliz por outros motivos, como uma melhor saúde mental.

"Qualquer coisa que o paciente puder fazer para aumentar a quantidade de (felicidade) em sua vida será útil”, disse ela.

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