Fraqueza nos ossos

Fraqueza nos ossos

Atualizado: Sexta-feira, 8 Fevereiro de 2008 as 12

Laticínio oferece muito cálcio e previne doenças

 De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que 25% da população brasileira sofra de osteoporose. Segundo o instituto, o grupo de 30 a 59 anos de idade subiu de 25% da população brasileira (em 1940) para 32,9% (em 1998), e deverá chegar a 40,2% em 2020. Idosos acima de 60 anos somavam 12,4 milhões de pessoas em 1998 e podem ser 25 milhões nos próximos 21 anos. O que muitos ainda não sabem é que a doença, hoje, já pode contar com uma diversidade grande de tratamentos.

Segundo Evandro M. Klumb, professor de reumatologia da UERJ e médico do Hospital Pedro Ernesto, a osteoporose é uma doença em que os ossos se tornam fracos e suscetíveis a um maior risco de fratura. "Ela é o resultado final de diversas possíveis doenças e pode ter várias causas, assim como a dor de cabeça que é apenas um sintoma", explicou.

De acordo com o professor, essa fragilidade do osso com o aumento de risco de fratura pode decorrer de uma baixa dos níveis dos hormônios estrogênio. Dr. Evandro diz que essa seria a causa mais comum. "Na menopausa ocorre uma diminuição de hormônio na mulher, o que provoca uma baixa massa óssea decorrente da perda de mineral ósseo, fundamentalmente o cálcio", informou.

O professor argumentou que uma pessoa que ao longo da vida faz um acúmulo grande de cálcio, vai ter que perder muito para chegar a ter osteoporose. Se por um outro lado, o acúmulo for limitado, uma pequena perda já é capaz de chegar ao limite, que é chamado de osteoporose.

Grupo de risco

De acordo com Klumb, pode-se considerar em um grupo mais propenso a desenvolver a doença, pessoas brancas, magras, pequenas, de olhos claros, que possuem menos massa óssea. "Qualquer doença que a pessoa desenvolva que comprometa ou atrapalhe o funcionamento dos rins ou do fígado pode causar osteoporose", alertou.

O professor esclareceu que a vitamina D que está envolvida na formação do osso depende da absorção e metabolização no fígado, depois nos rins e ativação na pele. Sendo assim, a ativação solar tem uma importância maior também para a atividade da vitamina D. "A formação do osso depende de uma ingestão adequada de cálcio que se situe em torno de 1 grama e meio na adolescência. Medidas dietéticas ou hábitos que não incluam laticínios, como fast food que só oferecem refrigerantes e sucos artificiais, acabam por determinar uma pequena massa óssea", advertiu.

Um outro ponto estabelecido pelo médico é a atividade física. Segundo ele, quanto mais atividade física de impacto, como corrida e aeróbia, melhor. Exceto os extremos.

Fora do grupo de risco

O reumatologista afirma que quem tem uma ingestão de cálcio adequada, faz atividade física e não tem nenhuma doença durante a fase de formação do osso (infância e fundamentalmente na adolescência), raramente terá osteoporose. "Quando uma pessoa chega aos 18 anos já reuniu próximo de 80% de toda a massa óssea que vai acumular na vida", explicou.

Fora do grupo, também estão indivíduos que têm origem genética relacionada à grande massa óssea como pessoas da raça negra.

Prevenção

O laticínio oferece muito cálcio disponível para absorção, disse Klumb, que esclareceu que nem sempre o leite gordo é a melhor escolha. Segundo o especialista, o leite desnatado tem muito mais cálcio, e 150 gramas de queijo amarelo por dia é o suficiente para repor todo o cálcio diário para um adolescente.

Postado por: Felipe Pinheiro

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