Genérico pode custar até 35% menos que Viagra

Genérico pode custar até 35% menos que Viagra

Atualizado: Quinta-feira, 29 Abril de 2010 as 12

A forma genérica do medicamento Viagra poderá custar até 35% menos do que a versão da farmacêutica Pfizer, dona do registro, de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Odnir Finotti. A redução deve ocorrer já em junho, após o vencimento da patente da Pfizer, quando as empresas de genéricos já poderão comercializar o produto.

Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que a patente do medicamento vencerá em junho deste ano, como estabelecido pela lei brasileira -- que prevê a proteção da propriedade industrial de remédios por 20 anos após o primeiro registro. O Viagra foi registrado em junho de 1990 na Inglaterra. A Pfizer, dona da patente, afirma que o pedido feito na Inglaterra não foi concluído e que o registro só foi formalizado em 1991, na União Europeia. Por isso, a fabricante pedia uma extensão de um ano nesse prazo, até 2011. Ela ainda pode recorrer da decisão.

O Viagra é comercializado no Brasil desde 1998 para tratamento da disfunção erétil. Atualmente, uma caixa com dois comprimidos de 50 mg do medicamento custa em torno de R$ 60.

Segundo Finotti, pelo menos quatro empresas fabricantes de genéricos já estão prontas para entrar com pedidos de autorização de produção junto à Anvisa. Com isso, o preço da mesma caixa deve ficar em torno de R$ 39.

Mas o presidente da PróGenéricos acredita que o preço pode baixar ainda mais. "Como vamos ter muita concorrência, os preços tendem a cair. O consumidor brasileiro terá preços muito mais acessíveis", explica.

O genérico aprovado pela Anvisa terá as mesmas propriedades do Viagra original. "É essencialmente igual ao medicamento de referência", afirma Finotti.

A decisão do STJ não impede a Pfizer de continuar comercializando o Viagra com seu nome original.

Para o presidente da entidade, a consequência mais importante da decisão é a definição jurídica. "Se tem alguém que ganha nisso tudo é quem precisa tomar o medicamento. E para nós, o ganho é o entendimento jurídico claro de que no Brasil se cumpre a lei", diz Finotti.

Postado por: Felipe Pinheiro

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