Governadores fazem pacto para reduzir mortalidade infantil na região amazônica

Governadores fazem pacto para reduzir mortalidade infantil na região amazônica

Atualizado: Terça-feira, 28 Abril de 2009 as 12

O Ministério da Saúde assinará, com os governadores do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, pacto para reduzir, no mínimo, em 5% ao ano a mortalidade infantil, especialmente o componente neonatal.

A cerimônia está marcada para as 14h de 27 de abril, em Manaus, com presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 1990 e 2007, a taxa de óbitos infantis tem caído gradualmente na região. No entanto, em 2007, Maranhão, Acre, Pará e Amazonas ainda registraram os maiores índices de mortalidade infantil da Amazônia, com quedas anuais inferiores a 5% no período de 2000 a 2007, ficando abaixo da meta anual mínima fixada até 2010. O Tocantins, entre 2000 e 2007, alcançou uma redução de 3,9%, a maior da região Norte, embora a taxa de mortalidade, em 2007, tenha sido de 21,4 por mil nascidos vivos.

No mesmo período, no Brasil, morreram 443.946 crianças menores de um ano de idade. No Nordeste, foram 144.003 e na Amazônia Legal (incluindo o Maranhão), 76.916. Nas duas regiões, o número de óbitos somou 220.919 ou quase 50% do total nacional. Assim, a Amazônia Legal, como o Nordeste, está no foco das prioridades das ações do governo federal, decidido a diminuir as desigualdades regionais até 2010. Além da mortalidade infantil, especialmente a de neonatos (bebês com até 27 dias de vida), o presidente Lula da Silva quer ainda reduzir o sub-registro de nascimento, o analfabetismo e garantir mais investimentos na agricultura familiar.

É importante destacar que o declínio da mortalidade infantil no Brasil é resultado do aumento da cobertura vacinal da população, uso da terapia de reindratação oral, aumento da cobertura do pré-natal, ampliação dos serviços de saúde, redução contínua da fecundidade, melhoria das condições ambientas, aumento do grau de escolaridade das mães e das taxas de aleitamento materno.

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