Governo baiano amplia vacinação contra meningite C para pessoas de 10 a 24 anos

Governo baiano amplia vacinação contra meningite C para pessoas de 10 a 24 anos

Atualizado: Segunda-feira, 10 Maio de 2010 as 1:43

O secretário de saúde do estado, Jorge Solla, anunciou nesta segunda-feira, 10, a ampliação da vacinação contra a meningite C para a faixa etária de 10 a 24 anos. Mas, de acordo com Solla, essa medida vale apenas para Salvador, que, segundo ele, registrou avanço da doença nesse grupo. Em toda a Bahia, foram contabilizados 89 casos da doença com 29 mortes, sendo 23 na capital baiana.

Apesar do número de casos, Solla descarta classificar a situação como surto. De acordo com ele, não existe um consenso no Ministério da Saúde do que seria surto, por isso não define o cenário de Salvador desta forma. A capital baiana é a quarta cidade com mais incidência da doença em 2010 no Brasil, a primeira é São Paulo.

O secretário disse que a imunização começa no final de maio, mas ainda não tem data agendada. De acordo com ele, o governo tem a garantia de 500 mil doses da vacina, mas necessita de cerca de 800 mil, por isso ainda está negociando com os laboratórios a produção do medicamento, que é importado. O Ministério da Saúde já garantiu contribuição para a aquisição das doses.

A campanha será dividida em três etapas: de 10 a 14 anos, de 15 a 19 e de 20 a 24. A primeira fase envolverá pessoas de 10 a 14 anos, já que esse é o grupo mais infectado este ano. Dos 89 casos registrados na Bahia, em 48% os pacientes estavam nessa faixa etária. Solla disse que houve uma transferência de faixa etária, que antes era de crianças de até cinco anos incompletos, as quais foram imunizadas no início do ano.

O secretário disse que alguns sintomas da doença também mudaram. Os sinais clássicos são febre alta, dor de cabeça forte e vômito, mas algumas pessoas tiveram o diagnóstico de meningite C confirmado mesmo sem apresentar esses sintomas, o que, de acordo com o secretário, dificulta o atendimento médico. Solla explicou ainda que o médico não é orientado a fazer o exame sorológico sem a presença dos sintomas clássicos.

Por: Carolina Mendonça

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