Hábitos e cuidados que protegem sua vida sexual

Hábitos e cuidados que protegem sua vida sexual

Atualizado: Quinta-feira, 18 Março de 2010 as 12

Impotência sexual

A impotência é causada por uma série de disfunções de ordens física e psicológica. Este problema pode ser dividido entre orgânico (quando se relaciona com um órgão ou com um sistema do corpo) ou psicológico. A maioria dos casos, no entanto, está relacionada aos dois fatores. Problemas de ereção geralmente trazem reações emocionais e psicológicas fortes nos homens. Ela costuma aparecer em homens que estejam extremamente ansiosos e estressados. Por isso, é preciso reconhecer este estado de estresse para evitar complicações sexuais. E saiba que: Quase toda doença pode afetar a capacidade de ereção se tiver como resultado alterações nos nervos, nos vasos sanguíneos ou no sistema hormonal. Muitas moléstias também podem produzir mudanças no tecido muscular que forma o pênis ou então influenciar o humor e o comportamento dos homens

Doenças vasculares são responsáveis por nada menos do que quase 50% dos casos de impotência em homens com mais de 50 anos. Dentre estas doenças temos a arteriosclerose (gordura depositada na parede das artérias que dificulta o fluxo de sangue); ataques do coração, doença vascular periférica e pressão alta. O fumo também é considerado um fato de risco relevante para a disfunção erétil, uma vez que está associada a problemas vasculares que podem reduzir a quantidade de sangue que flui pelo pênis

Trauma nos nervos e vasos sanguíneos da região pélvica é outro potencial fator de risco

Medicamentos utilizados para tratar outros problemas médicos podem causar impotência

Algumas doenças também estão associadas à disfunção erétil. São elas diabetes; escleroderma; problemas renais; cirrose; câncer; epilepsia; derrame; esclerose múltipla; síndrome de Guillain-Barré; Mal de Alzheimer; Mal de Parkinson; hipertireoidismo; hipotireoidismo; hipogonadismo; doença de Peyronie;  priapismo; depressão; desnutrição; falta de zinco; anemia de célula; leucemia.

Diabetes e impotência

Para entender como o diabetes pode levar à impotência, primeiro você precisa entender como funciona o processo de ereção.

Anatomia da ereção

Na cavidade do pênis existem dois compartimentos (câmaras) localizados lado a lado feitos de tecido esponjoso e chamados de corpo cavernoso. São os principais responsáveis pela ereção. Logo abaixo deles existe outro compartimento chamado de corpo esponjoso. A uretra, que carrega sêmen e urina, atravessa o centro deste local. O corpo cavernoso é feito de pequenas artérias e veias, fibras musculares e espaços vazios. Este compartimento é envolto por um fino tecido. Quando o pênis fica ereto, sinais nervosos do cérebro e das terminações nervosas do pênis fazem com que os músculos dos compartimentos relaxem e as artérias se dilatem. Isto permite que o sangue corra para dentro dos espaços vazios que existem no interior do pênis.

A pressão do sangue faz com que o tecido que reveste os corpos pressione as veias que normalmente drenam o sangue para fora do pênis. Isso faz com que o sangue fique preso no órgão. Quando o acúmulo de sangue, o pênis se expande e o homem tem uma ereção. Quando a excitação passa, os músculos se contraem novamente, retiram a pressão causada pelas veias e permite que o sangue flua do pênis para outras partes do corpo. Aí o órgão volta a seu estado de relaxamento e fica flácido.

Diabetes: agravante para a disfunção erétil

Muitos dos problemas comuns relacionadas do diabetes podem levar à impotência. Por isso, estudos mostram que entre 35% e 75% dos diabéticos sofrem com algum grau de disfunção erétil. Se você tem dificuldade de conseguir uma ereção, uma série de problemas deve estar ocorrendo no seu corpo. Óxido nítrico é uma substância química liberada no sangue pelos vasos sanguíneos. Ele age como uma mensagem química e faz com que os músculos e artérias do pênis relaxem e deixem o sangue fluir.

Altos níveis de açúcar no sangue, que precisam ser controlados caso você tenha diabetes, comprometem o funcionamento de vasos e nervos e atrapalham o funcionamento de uma série de processos do corpo humano. Um deles é a resposta sexual a estímulos externos. Lesões nos vasos sanguíneos bloqueiam a liberação de óxido nítrico. A falta desta substância resulta na constrição dos vasos e reduz a quantidade de sangue que flui para o pênis.

Além do diabetes, a pressão alta e níveis elevados de colesterol no sangue também ampliam estes problemas, já que reduzem os vasos sanguíneos e comprometem a circulação do sangue. Ainda que o diabetes possa atrapalhar sua vida sexual, é possível reverter esta situação. Um estilo de vida mais saudável, com dieta, exercícios e medicação, se necessária, ajudam a controlar o diabetes e, consequentemente, reduzem a chance de problemas com impotência.

Pressão alta e impotência

Para tratar a disfunção erétil primeiro você precisa controlar sua pressão sanguínea. Algumas pessoas conseguem fazer isso por meio de mudanças no estilo de vida, já outras precisam da ajuda de medicamentos para baixar a pressão. Para muitos homens, entretanto, os remédios atualmente utilizados para o tratamento da pressão alta podem causar problemas de ereção.

Por causa de efeitos colaterais como este, cerca de 70% dos homens com problema de pressão alta deixam de tomar os medicamentos prescritos por seus médicos. Sabe-se que diuréticos e bloqueadores de beta pode levar à impotência. E quase sempre estas são as primeiras medicações que os médicos prescrevem para pacientes com pressão alta que não conseguem reduzir a pressão por meio apenas de dieta e exercícios físicos.

O que fazer caso seu remédio leve à disfunção erétil

Fale o mais cedo possível com seu médico, explique os problemas que a medicação tem trazido a você. Se o problema for o remédio e não apenas a pressão alta, a mudança para outro medicamento deverá resolver o problema. Mas como pressão alta sozinha já pode levar à impotência, pode ser que o problema persista. Uma saída, se seu médico permitir, é tomar remédios específicos para a disfunção erétil como Viagra e Levitra. Eles só poderão ser tomados se a pressão alta estiver sob controle.

Guia do ciclo de resposta sexual

São as seqüências de mudanças físicas e emocionais que acontecem quando uma pessoa é estimulada sexualmente, seja por meio do ato sexual ou da masturbação. É importante conhecer como seu corpo reage em cada parte deste ciclo, pois assim você poderá incrementar seu relacionamento e também ficará alerta para qualquer sensação incomum que possa ser resultado de um problema sexual.

Quais são as fases deste ciclo?

São três as fases: excitação, orgasmo e relaxamento. Tanto homem quanto mulheres experimentam as frases, mesmo que em tempos diferentes. Por exemplo, não é muito comum que parceiros consigam atingir o orgasmo ao mesmo tempo. Além disso, a intensidade da resposta sexual e o tempo dedicado a cada fase variam de pessoa para pessoa. Conhecer estas diferenças ajuda os parceiros a entenderem melhor as respostas do corpo um do outro e a melhorarem o desempenho sexual.

Fase 1: Excitação

As sensações desta fase podem durar minutos ou até horas. São elas:

Aumento da tensão muscular cresce Acelração dos batimentos cardíacos e da respiração A pele pode ficar avermelhada Os mamilos ficam endurecidos O sangue flui para as partes genitais. Na mulher, o resultado é o inchaço do clitóris e dos pequenos lábios, enquanto que nos homens é a ereção Começa a lubrificação vaginal Os seios e as paredes vaginais incham Os testículos dos homens também aumentam de tamanho Fase 2: Orgasmo

É a fase do clímax do ciclo de resposta sexual. É curta e geralmente não dura mais do que alguns segundos. As características gerais desta fase são:

Contrações involuntárias Aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da intensidade da respiração Ocorre uma repentina liberação da tensão sexual e uma forte sensação de prazer Nas mulheres, os músculos da vagina se contraem. O útero também realiza contrações ritmadas Nos homens, ocorrem contrações ritmadas dos músculos da base do pênis que resultam na ejaculação de sêmen Fase 3: Relaxamento

Durante esta fase, o corpo retorna aos poucos a seu estado normal de funcionamento. Os órgãos que antes estavam inchados e eretos voltam a seus tamanhos e formas anteriores. Esta fase é marcada por uma sensação de bem estar generalizada, aumento da intimidade com o parceiro e, muitas vezes, de cansaço também. Algumas mulheres são capazes de se recompor rapidamente do primeiro orgasmo e com nova estimulação sexual, atingir o que se chama de orgasmos múltiplos. Já com os homens isto não acontece. Eles precisam de um período maior para se recomporem após o orgasmo. Postado por: Felipe Pinheiro

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