Hepatite B: um panorama submerso

Hepatite B: um panorama submerso

Atualizado: Quarta-feira, 23 Dezembro de 2009 as 12

Há dois milhões de portadores do vírus da hepatite B no Brasil e 350 milhões no mundo, segundo a OMS. Com um potencial de contaminação 20 vezes maior do que o HIV, a doença evolui sem apresentar sintomas em cerca de 80% dos casos. Uma pequena parcela pode desenvolver hepatite crônica e evoluir de para cirrose e câncer do fígado.

Pode-se contrair por meio do sangue e de secreções corporais, como saliva e esperma. Por isso, é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). A transmissão se dá também através do compartilhamento de seringas e agulhas entre usuários de drogas intravenosas.

Com esse poder de propagação e pela forma assintomática, a Hepatite B se constitui num sério problema de saúde pública que desafia o gestor da área em todo o mundo. Atualmente, a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil trabalha pelo fortalecimento da atenção básica e do processo de atenção e assistência aos pacientes com hepatite. A Secretaria investe também para que os locais de atendimento e de confirmação diagnóstica nos municípios façam a notificação obrigatória.

Diante da magnitude da infecção, o melhor caminho é a prevenção. A vacina, nossa grande "arma", encontra-se disponível na rede pública. Sabemos que adultos jovens sexualmente ativos são os mais atingidos. Nosso maior desafio é fazer com que essa informação chegue até eles. Por isso, esse público é o alvo da campanha de conscientização e incentivo à vacinação: adolescentes e jovens até 19 anos. São 1,3 mil postos de saúde da rede básica em todo o Estado disponibilizando cerca de 200.000 doses anuais enviadas pelo Ministério da Saúde.

Por: Salete de Andrea

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