Higiene ao manipular alimentos é fundamental para prevenir a intoxicação alimentar

Higiene ao manipular alimentos é fundamental para prevenir a intoxicação alimentar

Atualizado: Segunda-feira, 24 Agosto de 2009 as 12

Muito comum no verão em virtude do calor, a intoxicação alimentar é uma doença infecciosa que acomete pessoas que tenham consumido alimento contaminado por parasitas (vermes) ou por bactérias, bolores e as toxinas produzidas por estes microorganismos. É caracterizada por fraqueza, dores de cabeça, cólicas, febre, náuseas, vômitos e diarréia, sintomas que aparecem geralmente até 12 horas após a ingestão do alimento contaminado. Para a maioria das pessoas, a intoxicação alimentar é uma experiência desagradável que dura um ou dois dias, porém pode ser perigosa para crianças pequenas, idosos ou pessoas com imunidade comprometida, como gestantes. Somente neste início de 2009, já foram noticiados vários casos de intoxicação ocorridos dentro de navios em cruzeiros na costa brasileira, inclusive com casos de óbito. A contaminação mais frequente se dá por bactérias, dentre as quais a mais comum é a Salmonela, que pode ser transmitida por qualquer alimento, mas é encontrada principalmente em ovos, leite e carnes - especialmente a de frango.

Segundo a instituição norte-americana Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a Salmonela é responsável por 1,4 milhões casos de intoxicação alimentar por ano, ocasionando por volta de 5,2 mil óbitos somente nos Estados Unidos. O Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, também sofre com inúmeros casos de intoxicação alimentar. No entanto, não existem estudos ou pesquisas que revelem a freqüência desses episódios, pois o país não conta com um órgão como o CDC norte-americano, responsável por relatar periodicamente o número de casos de contaminações alimentares, intoxicações por medicamentos, envenenamentos e casos de viroses.

Higiene e prevenção

Estima-se que 85% dos casos de intoxicação alimentar poderiam ser evitados tomando os devidos cuidados com a higiene no preparo e armazenamento dos alimentos. Os utensílios da cozinha precisam estar muito bem limpos, de modo que não se tornem possíveis agentes de contaminação, como nos casos de contaminação cruzada. A contaminação cruzada basicamente acontece quando transferimos microorganismos de um local para outro, seja por meio de um utensílio, equipamento ou até mesmo nossas mãos, no momento de armazenar ou manipular um alimento contaminado, e depois usando o mesmo utensílio sem a higiene adequada para contato com um alimento sadio. Há nutricionistas que recomendam utilizar utensílios diferenciados para cada tipo de alimento, sendo um para carnes que serão cozidas e outro para legumes e hortaliças, visando evitar que bactérias de um determinado alimento contaminem outros que serão ingeridos crus. Desse modo, há risco de o alimento sadio também ser contaminado pela bactéria por meio de uma prancha ou tábua de corte culinário, um pote plástico, uma faca ou até mesmo pela pessoa que está manipulando o alimento, por exemplo.

Assim, a higiene torna-se fundamental na prevenção à contaminação e intoxicação alimentar. E uma grande aliada nesse sentido pode ser encontrada atualmente no mercado brasileiro, que dispõe de vários produtos com proteção antibacteriana. Estes utensílios e equipamentos podem ser utilizados tanto na indústria alimentícia, em esteiras transportadoras de alimentos, por exemplo, ou mesmo em artigos de uso doméstico, encontrados em supermercados e disponíveis ao consumidor. Todos estes produtos e equipamentos dispõem de uma proteção que age continuamente contra fixação e proliferação descontrolada de bactérias em sua superfície, tornando-os mais higiênicos e facilitando sua limpeza.

Postado por: Felipe Pinheiro

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