Hoje peso mais, mas me sinto mais leve, diz instrutora de ioga

Hoje peso mais, mas me sinto mais leve, diz instrutora de ioga

Atualizado: Sexta-feira, 1 Abril de 2011 as 11

A instrutora de ioga Judith Shaw, 58, tinha quase 40 quando decidiu "ficar saudável", após ter filhos. Em pouco tempo, dieta e exercícios viraram sua obsessão.

"Eu buscava algo para me valorizar. Perder peso e ficar durinha satisfaziam uma necessidade minha."

Quando Shaw deixou de menstruar, os médicos pensaram que era menopausa precoce. Quando desenvolveu anemia e osteoporose, não imaginaram que subnutrição fosse a causa.

Dieta e exercícios tomaram conta de sua vida. Passava mais e mais horas na academia. Mas ninguém notou. Uma colega da ioga finalmente soou o alarme, depois de Shaw ter sofrido duas quedas, fraturando um cotovelo e a pelve. "Não sobrou nada de você. Só você pode decidir se vai mudar isso, alimentando-se", a instrutora lhe disse.

Aos 53, pesando 38,5 quilos, Shaw entrou em um programa para tratar transtornos alimentares. Lá, passou a fazer arte. Fez a silhueta de seu corpo coberta de recortes de jornais com dizeres tipo "Encontre Valor Real".

Depois, criou uma escultura de suas coxas. Como muitos anoréxicos, ela achava suas pernas gordas; com o molde, se deu conta de quão emaciada tinha ficado.

Agora, sua mostra, "Body of Work: The Art of Eating Disorder Recovery" (Corpo de trabalho: a arte da recuperação de um transtorno alimentar) pode ser vista até abril no Centro de Transtornos Alimentares da Universidade Columbia, Manhattan.

Shaw diz esperar que sua história ajude outras a enxergarem o problema nelas.

"Hoje peso mais, mas me sinto mais leve. O que pesava eram aquelas emoções."  

veja também