Homem que pegou raiva humana no Ceará continua em estado grave

Homem que pegou raiva humana no Ceará continua em estado grave

Atualizado: Quinta-feira, 9 Setembro de 2010 as 1:42

O jovem cearense de 26 anos de idade, que contraiu raiva humana após ser mordido por um cão, continua internado em estado grave no hospital São José, em Fortaleza. Nesta quarta-feira (8), o Ministério da Saúde confirmou o caso, que é o segundo registro da doença neste ano da doença. O primeiro foi causado por morcego.

A raiva é uma doença viral transmitida ao homem quando um animal infectado o morde, lambe ou arranha. Os principais transmissores são cães, gatos, saguis e morcegos. A doença é considerada praticamente letal – existem apenas três casos no mundo de pessoas que sobreviveram após serem infectadas pelo vírus.

O paciente é um agricultor da cidade de Chaval, no Ceará. Ele contraiu a doença quando foi mordido em maio deste ano por uma cadela criada em casa. O animal nunca havia sido vacinado contra a raiva. Ele foi internado no último dia 1º deste mês com quadro de febre, agitação, excesso de saliva e aerofobia (medo de estar ao ar livre ou exposto a correntes de ar). O diagnóstico de raiva foi confirmado por exames laboratoriais.

Segundo o Ministério da Saúde, o paciente deve ser tratado com o uso do Protocolo de Tratamento de Raiva Humana, o mesmo aplicado em 2008 em um paciente de Floresta (PE), que se tornou o terceiro caso no mundo a sobreviver (há registros também nos Estados Unidos e na Colômbia).

Segundo o ministério, a campanha de vacinação de cães e gatos é a principal forma de prevenir os casos da doença em humanos, que tem letalidade próxima de 100%.

A orientação é: com a primeira suspeita de que um animal está com raiva, é preciso isolá-lo e chamar ajuda especializada, como a de técnicos do centro de controle de zoonoses local ou a de um veterinário da secretária municipal de saúde.

Em caso de mordida, deve-se lavar imediatamente a ferida com água e sabão e procurar um profissional de saúde para que ele decida o tratamento a ser seguido, com o uso de vacina ou soro.

O ministério diz que, em caso de ataque por cães ou gatos, os animais devem ficar confinados por até dez dias, para observação dos sintomas – se o animal morrer, a indicação é que o centro de zoonoses seja avisado com urgência.

fonte: R7

Postado por: Juliana Melo

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