Hospitais de São Paulo atendem a menos casos da gripe suína

Hospitais de São Paulo atendem a menos casos da gripe suína

Atualizado: Quarta-feira, 19 Agosto de 2009 as 12

A procura de pacientes com gripe nos hospitais de São Paulo caiu. A Folha consultou na terça-feira, 18, seis das dez instituições privadas de referência e quatro disseram ter notado diminuição na busca pelo pronto-socorro. O mesmo ocorreu no Hospital das Clínicas.

O Ministério da Saúde também informou ontem que os casos da gripe suína --gripe A (H1N1)-- podem estar mesmo recuando no país. De 9 a 15 de agosto, foram registrados 111 casos graves da nova gripe e 3 da sazonal --outros 4.171 estão em investigação. Na semana anterior, foram 794 casos graves e, nas últimas semanas de julho, a média foi de 800.

No total, o país registra 368 mortes pela doença, 151 no Estado de São Paulo (no último boletim estadual eram 134).

A pasta diz que os dados podem ser um "indicativo preliminar" de tendência de queda, mas ressalva que, talvez, não reflitam a realidade, pois muitos Estados não os atualizaram. No boletim da semana anterior, por exemplo, havia registro de 102 casos graves --que foram atualizados para 794.

No Hospital Albert Einstein, o número de pacientes com síndrome gripal caiu de 40% a 50% na semana passada, em relação à anterior. No Sírio-Libanês, a queda foi de 30% nos últimos cinco dias, a mesma do HC.

A tendência de recuo também foi observada pelo laboratório Fleury, que faz exames de hospitais privados. Segundo o responsável pelo setor de infectologia, Celso Granato, o número de exames diários caiu de 140 para 50. Isso, diz ele, pode ser reflexo da redução do número de casos graves, já que eles são a maioria dos testados.

Além disso, atualmente, de 10% a 15% dos testes dão positivo para gripe A. Nas semanas anteriores, eram de 50% a 70%.

Granato pondera, entretanto, que é cedo para dizer que a doença está recuando. Os novos resultados dos exames podem ser reflexo de mudanças recentes em São Paulo, onde grávidas e crianças de dois anos, mesmo com sintomas leves, passaram a ser testadas. Antes, o exame só era feito em casos graves.

Um dos fatores para a mudança, dizem especialistas, é a melhora do tempo. Mas eles avisam que a procura pode crescer com a volta às aulas.

Postado por: Felipe Pinheiro

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