InCor vai capacitar 300 médicos no Rio para atender casos de infarto na rede pública

InCor vai capacitar 300 médicos no Rio para atender casos de infarto na rede pública

Atualizado: Segunda-feira, 29 Junho de 2009 as 12

O projeto nacional Treinamento Integrado em Medicina de Emergência (Time), do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (InCor), voltou à cidade do Rio de Janeiro neste sábado, 27 de junho, com o objetivo de treinar profissionais para o atendimento a casos de infarto agudo do miocárdio.

O superintendente do Serviço de Urgências e Emergências da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, coronel-médico Fernando Suarez,  ressaltou a importância da nova edição do projeto na capital do Estado. Ele revelou que,  a partir desse treinamento, iniciado em outubro do ano passado, "a morte de infartados caiu 50%".

O protocolo firmado pela Secretaria com o InCor  prevê que participem do projeto profissionais da rede pública de saúde, das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e das unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Rio de Janeiro. Fernando Suarez informou que o governo estadual pretende capacitar até o final deste ano 300 médicos, "e estamos tendo um bom resultado".  

O paciente que se apresenta com queixa de dor toráxica em hospital da rede pública do estado é levado para uma UPA e submetido a um eletrocardiograma específico. O resultado é encaminhado  para uma central em São Paulo que, em quatro minutos, fornece o diagnóstico se a pessoa está infartada ou se precisa fazer o trombolítico (terapêutica que dissolve coágulos), segundo o superintendente. "A gente tem que entender que o músculo do coração é vida. Quanto mais rápido se fizer o remédio para desentupir a veia, mais músculo é salvo", afirmou Suarez.

Ele disse que a meta é reduzir esse procedimento para menos de duas horas, contra quatro horas anteriores.  "Hoje, o ideal é que eu faça isso o mais rápido possível. Já estou conseguindo fazer o trombolítico até em menos de uma hora". O superintendente do Samu revelou que essa terapêutica vai começar a ser realizada também dentro das ambulâncias.

De acordo com o Ministério da Saúde, os gastos da rede pública de saúde com o tratamento do infarto agudo do miocárdio aumentaram 195%,entre os anos de 1998 e 2005,passando de R$ 149 milhões para R$ 449 milhões. O Sistema Único de Saúde registra o infarto como causa de mais de 25% das mortes ocasionadas por problemas de saúde no Brasil, em 2003. No período de 1998 a 2003, o número de mortes provocadas por infarto agudo do miocárdio cresceu 10%, passando de 76 mil/ano para 83 mil mortes por ano.

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