Indústria farmacêutica critica selo de autenticidade para remédios

Indústria farmacêutica critica selo de autenticidade para remédios

Atualizado: Quinta-feira, 7 Outubro de 2010 as 4:30

Medida da Anvisa pretende garantir procedência de medicamentos

Pelo menos cinco entidades do setor farmacêutico já se manifestaram contra à criação de um selo de segurança para medicamentos. A medida, anunciada nesta quarta-feira (6) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), pretende incorporar uma etiqueta na embalagem dos remédios para garantir que eles são verdadeiros.

As instituições da indústria farmacêutica, no entanto, classificaram a nova ferramenta como equivocada e já adiantaram que, se for mantida, deverá provocar um aumento médio de 2,58% nos preços ao consumidor. Para os medicamentos genéricos, a alta pode variar de 6% a 23%.

Durante o lançamento do selo de segurança, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, disse que o governo não autorizará aumento de preço de medicamento.

- Isso será absorvido pela cadeia produtiva. O impacto é irrisório, em torno de 0,01% em produtos acima de R$ 5.

A medida visa diminuir os riscos causados pelo uso de remédios falsificados, roubados, sem registro ou contrabandeados. Só neste ano, a Anvisa apreendeu 53.575 mil unidades de medicamentos falsificados e contrabandeados e 62,9 toneladas de medicamentos sem registro.

A previsão é que as embalagens dos remédios passem a receber a etiqueta a partir de janeiro de 2011. Os fabricantes terão o prazo de um ano para se adaptar e, em janeiro de 2012, todos os remédios em circulação no país deverão apresentar o selo. Nas drogarias, uma leitora ótica fará o reconhecimento de produtos verdadeiros por meio de uma luz verde e de um sinal sonoro.

Por meio de nota, as entidades que representam a indústria farmacêutica pediram que a medida seja revista imediatamente, "sob pena de provocar enormes prejuízos à população" por conta da alta dos preços. O grupo considera o selo de segurança ultrapassado e cita como alternativa um sistema bidimensional já em fase de testes.

O grupo de entidades que assinaram a nota inclui a Abimip (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição), a Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), a Pró-Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos) e o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo).

Medida da Anvisa pretende garantir procedência de medicamentos

Pelo menos cinco entidades do setor farmacêutico já se manifestaram contra à criação de um selo de segurança para medicamentos. A medida, anunciada nesta quarta-feira (6) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), pretende incorporar uma etiqueta na embalagem dos remédios para garantir que eles são verdadeiros.

As instituições da indústria farmacêutica, no entanto, classificaram a nova ferramenta como equivocada e já adiantaram que, se for mantida, deverá provocar um aumento médio de 2,58% nos preços ao consumidor. Para os medicamentos genéricos, a alta pode variar de 6% a 23%.

Durante o lançamento do selo de segurança, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, disse que o governo não autorizará aumento de preço de medicamento.

- Isso será absorvido pela cadeia produtiva. O impacto é irrisório, em torno de 0,01% em produtos acima de R$ 5.

A medida visa diminuir os riscos causados pelo uso de remédios falsificados, roubados, sem registro ou contrabandeados. Só neste ano, a Anvisa apreendeu 53.575 mil unidades de medicamentos falsificados e contrabandeados e 62,9 toneladas de medicamentos sem registro.

A previsão é que as embalagens dos remédios passem a receber a etiqueta a partir de janeiro de 2011. Os fabricantes terão o prazo de um ano para se adaptar e, em janeiro de 2012, todos os remédios em circulação no país deverão apresentar o selo. Nas drogarias, uma leitora ótica fará o reconhecimento de produtos verdadeiros por meio de uma luz verde e de um sinal sonoro.

Por meio de nota, as entidades que representam a indústria farmacêutica pediram que a medida seja revista imediatamente, "sob pena de provocar enormes prejuízos à população" por conta da alta dos preços. O grupo considera o selo de segurança ultrapassado e cita como alternativa um sistema bidimensional já em fase de testes.

O grupo de entidades que assinaram a nota inclui a Abimip (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição), a Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), a Pró-Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos) e o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo).

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