"Jeitinho" para aliviar dor no joelho enfraquece articulações

"Jeitinho" para aliviar dor no joelho enfraquece articulações

Atualizado: Sexta-feira, 8 Outubro de 2010 as 8:46

Pesquisador indica como treinar o corpo para evitar esse desconforto

Um estudo feito pela USP de Ribeirão Preto indica que alterar a maneira de realizar tarefas do dia a dia para contornar a dor anterior no joelho pode levar a um menor equilíbrio e estabilidade da musculatura envolvida nesse processo e, ainda, com o passar do tempo, a uma “fraqueza” muscular das articulações.

Por casa disso, o autor do estudo, o fisioterapeuta Marcelo Camargo Saad, alerta sobre a necessidade de mudanças nos processos de reabilitação dessas pessoas.

Segundo informações da Agência USP de Notícias, participaram da pesquisa 30 voluntárias, que eram mulheres sedentárias e tinham entre 20 e 25 anos de idade – metade tinha dores no joelho e as outras 15 eram saudáveis.

Os resultados revelaram que o grupo com o problema apresentou maior área de deslocamento do centro de pressão para as duas situações, tanto subida como descida. Já durante a descida, realizada com a perna em que o joelho tinha dor, os pacientes apresentaram menor magnitude da força de reação do solo, ou seja, descarregaram menos peso naquela perna.

A avaliação eletromiográfica mostrou que a atividade de subida apresenta maior atividade muscular comparada à descida. Quando comparados os dois grupos, o que tinha dor apresentou menor atividade muscular em relação ao grupo saudável.

O fisioterapeuta diz que “o quadro de dor faz com que essas pessoas modifiquem a maneira de realizar as atividades, ou tentem outras estratégias para realizá-las e sentirem menos dor”.

– Além disso, a menor atividade da musculatura pode não ser suficiente para estabilizar a articulação do joelho, o que pode agravar o quadro de dor, pois as estruturas [patela, tendões e ligamentos] podem sofrer maiores níveis de descarga de peso durante as atividades.

O pesquisador concluiu que, no processo de reabilitação dos pacientes, as atividades de subida devem ser iniciadas antes das atividades de descida.

– A subida é uma atividade menos dolorosa para eles, apresenta maior oscilação durante sua realização, é mais instável e envolve uma maior ativação da musculatura. Assim, esse treinamento poderia trazer benefícios de estabilidade e fortalecimento muscular até o avanço no tratamento, para depois iniciar atividades de descida.

Nos exercícios de reabilitação com atividades de subida e descida de escadas, o profissional deve sempre começar pela subida, pois envolve uma maior ativação e fortalecimento da musculatura, treino do equilíbrio e melhora da estabilidade, diz o pesquisador.

– Subir não causa tanta dor e, posteriormente, com o ganho de força e estabilidade, pode ser iniciada a atividade de descida. Descer é o maior desafio para esses pacientes porque é a atividade que traz maior descarga de peso e, consequentemente, maior dor.

Pesquisador indica como treinar o corpo para evitar esse desconforto

Um estudo feito pela USP de Ribeirão Preto indica que alterar a maneira de realizar tarefas do dia a dia para contornar a dor anterior no joelho pode levar a um menor equilíbrio e estabilidade da musculatura envolvida nesse processo e, ainda, com o passar do tempo, a uma “fraqueza” muscular das articulações.

Por casa disso, o autor do estudo, o fisioterapeuta Marcelo Camargo Saad, alerta sobre a necessidade de mudanças nos processos de reabilitação dessas pessoas.

Segundo informações da Agência USP de Notícias, participaram da pesquisa 30 voluntárias, que eram mulheres sedentárias e tinham entre 20 e 25 anos de idade – metade tinha dores no joelho e as outras 15 eram saudáveis.

Os resultados revelaram que o grupo com o problema apresentou maior área de deslocamento do centro de pressão para as duas situações, tanto subida como descida. Já durante a descida, realizada com a perna em que o joelho tinha dor, os pacientes apresentaram menor magnitude da força de reação do solo, ou seja, descarregaram menos peso naquela perna.

A avaliação eletromiográfica mostrou que a atividade de subida apresenta maior atividade muscular comparada à descida. Quando comparados os dois grupos, o que tinha dor apresentou menor atividade muscular em relação ao grupo saudável.

O fisioterapeuta diz que “o quadro de dor faz com que essas pessoas modifiquem a maneira de realizar as atividades, ou tentem outras estratégias para realizá-las e sentirem menos dor”.

– Além disso, a menor atividade da musculatura pode não ser suficiente para estabilizar a articulação do joelho, o que pode agravar o quadro de dor, pois as estruturas [patela, tendões e ligamentos] podem sofrer maiores níveis de descarga de peso durante as atividades.

O pesquisador concluiu que, no processo de reabilitação dos pacientes, as atividades de subida devem ser iniciadas antes das atividades de descida.

– A subida é uma atividade menos dolorosa para eles, apresenta maior oscilação durante sua realização, é mais instável e envolve uma maior ativação da musculatura. Assim, esse treinamento poderia trazer benefícios de estabilidade e fortalecimento muscular até o avanço no tratamento, para depois iniciar atividades de descida.

Nos exercícios de reabilitação com atividades de subida e descida de escadas, o profissional deve sempre começar pela subida, pois envolve uma maior ativação e fortalecimento da musculatura, treino do equilíbrio e melhora da estabilidade, diz o pesquisador.

– Subir não causa tanta dor e, posteriormente, com o ganho de força e estabilidade, pode ser iniciada a atividade de descida. Descer é o maior desafio para esses pacientes porque é a atividade que traz maior descarga de peso e, consequentemente, maior dor.

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