
Um tipo especial de marcapasso é incapaz de ajudar quase metade dos doentes cardíacos que o adquirem.
O dispositivo implantável chamado marcapasso biventricular foi projetado para corrigir irregularidades nas contrações dos ventrículos, fato que às vezes ocorre nos pacientes com insuficiência cardíaca. O marcapasso é usado normalmente nos pacientes em que a medicação não se mostrou eficaz. Mais de 50 mil são implantados todos os anos.
As normas médicas sugerem que ele seja usado em pacientes com um retardo de 0,12 segundo ou mais na duração do QRS, anomalia particular do batimento cardíaco que aparece no eletrocardiograma.
Na semana retrasada, os pesquisadores analisaram em "The Archives of Internal Medicine" online cinco testes aleatórios controlados do dispositivo, envolvendo 5.813 pacientes. Eles descobriram que o tratamento foi eficaz apenas nos pacientes com um retardo do QRS de 0,15 segundo ou mais, deixando 40% deles sem benefício algum.
Os marcapassos custam caro, US$ 70 mil ou mais. Além disso, segundo o doutor Ilke Sipahi, professor assistente de medicina da universidade Case Western Reserve, de Cleveland, a implantação traz riscos significativos. "Se você não obtém benefícios", afirma ele, "não vale a pena correr esse risco".
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