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Saúde

Mel contaminado pode causar botulismo

Mel contaminado pode causar botulismo

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:32

Doença rara, mas que pode levar à morte, o botulismo está preocupando a classe médica. Neste mês de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), chegou a recomendar aos pais para que não ofereçam mel a seus filhos menores de um ano. A preocupação surgiu depois de uma pesquisa ter apontado que 7% das 100 amostras de mel comercializados por ambulantes, mercados e feiras, em seis estados do País, estavam contaminados com o bacilo.

Em nota oficial, a Anvisa diz que não há restrições ao consumo do alimento por crianças com mais de um ano de idade e adultos sem problemas de saúde, relacionados à flora intestinal.

"É importante lembrar que a multiplicação do Clostridium botulinum e liberação da toxina no intestino só ocorrem em crianças que ainda não possuem a flora intestinal completamente formada ou em adultos com alguma doença que possa alterar essa flora protetora", disse a diretora da Anvisa, Maria Cecília Martins Brito, por meio de nota.

Botulismo

O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. A doença está relacionada à ingestão de esporos da bactéria presentes em alimento contaminado.

"A vigilância sanitária está trabalhando com o princípio da precaução, uma vez que o alto teor de açúcar e a baixa atividade de água, próprios do mel, impedem a germinação do esporo e, conseqüentemente, a produção da toxina", explica a diretora da Anvisa.

Sintomas

Como os sintomas do botulismo não são característicos apenas dessa doença, o diagnóstico pode ser dificultado. Os primeiros sinais podem aparecer entre doze e trinta horas. São eles: visão dupla e turva, aversão à luz, pálpebras caídas, boca seca, garganta seca, dificuldade de engolir, vômito, fala ininteligível, retenção de urina, constipação intestinal, fraqueza muscular podendo evoluir para paralisia respiratória.

Diagnóstico e tratamento

Exames como tomografia cerebral, eletromiografia e exame do fluido espinhal podem ser necessários para excluir suspeitas de ser outra enfermidade. O modo mais rápido e barato de se obter o diagnóstico preciso de botulismo seria injetar fezes ou plasma do paciente em uma cobaia, normalmente camundongo, e observar se o mesmo apresenta os sintomas do botulismo.

O tratamento da doença, se diagnosticada no início, pode ser com uma antitoxina que impede a ação da toxina presente na corrente sangüínea. Mesmo nesses casos, a recuperação pode levar semanas.

Em casos mais graves, é necessário tratamento intensivo, podendo, inclusive, ser preciso utilizar respiradores artificiais, muitas vezes, por anos. O botulismo pode causar seqüelas como falta de fôlego e fadiga, que podem ser amenizadas após terapia.

Postado por: Claudia Moraes

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