Metade dos universitários da área de saúde não sabe tratar fumante, diz estudo

Metade dos universitários da área de saúde não sabe tratar fumante, diz estudo

Atualizado: Sexta-feira, 28 Agosto de 2009 as 12

Uma pesquisa coordenada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que  50% dos estudantes universitários do terceiro ano dos cursos de medicina, enfermagem, odontologia e farmácia não aprenderam na faculdade métodos e tratamentos para ajudar fumantes a deixarem o vício. A pesquisa "Vigilância do Tabagismo em Universitários da Área de Saúde" foi realizada em universidades públicas e privadas de Florianópolis, Rio de Janeiro, Campo Grande e João Pessoa e ouviu 2.642 estudantes de 18 a 24 anos.

O tabagismo é considerado doença, desde 1992, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a OMS, o tabagismo cria uma "desordem mental e de comportamento em razão da síndrome da dependência à nicotina".

O mesmo estudo mostra ainda que apenas a metade dos entrevistados discutiu em sala de aula os mecanismos psicológicos e comportamentais relacionados ao ato de fumar. Para os especialistas da área, esses mecanismos estão diretamente ligados ao conhecimento que o profissional precisa ter para tratar fumantes.

Diretor do Inca mostra preocupação  

Para o diretor-geral do Inca, Luis Antônio Santini, "é preocupante que as universidades não tenham o assunto como conhecimento sistematizado, com uma abordagem para enfrentar o problema".

"É importante intensificar as informações sobre o tabagismo entre os universitários para que eles se tornem agentes multiplicadores dos males causados pelo hábito de fumar", acrescentou.

"Os jovens pesquisados são futuros profissionais da área de saúde e como tal devem incorporar o importante papel social que tem como formadores de opinião e modelos de comportamento", afirma Tânia Cavalcante, coordenadora nacional do Programa de Controle de Tabagismo do Inca.

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