Minas planeja vacinar 10 milhões contra rubéola e paralisia infantil

Minas planeja vacinar 10 milhões contra rubéola e paralisia infantil

Atualizado: Quinta-feira, 7 Agosto de 2008 as 12

Campanha nacional de imunização contra rubéola e paralisia infantil, sábado, depende da participação de todos para reduzir perigo de transmissão das doenças

Prevenção contra doenças para toda a família. No próximo sábado, dia dia 9, cerca de 10 milhões de mineiros, de 12 a 39 anos, estão convocados a comparecer aos centros de saúde ou postos de vacinação para se proteger contra a rubéola. Os menores de 5 anos também têm encontro marcado, nesta data, com o Zé Gotinha, na segunda etapa da imunização contra a paralisia infantil. Nas comunidades rurais do estado, a vacinação já começou.

O Ministério da Saúde comprou 70 mil doses para atender os adultos. A imunização contra a rubéola começa no sábado e termina na próxima terça-feira. O objetivo é erradicar a doença e também a síndrome da rubéola congênita, quando a mãe transmite a enfermidade para o filho durante a gestação. Nesses casos, o bebê pode nascer com graves seqüelas, como cegueira, surdez, paralisia cerebral ou problemas cardíacos. No ano passado foram confirmados 17 casos de síndrome de rubéola congênita no país, sendo dois no estado.

Nos últimos dois anos, Minas sofreu com surtos de rubéola. Em 2006, Bom Jardim de Minas, no Sul do estado, a 314 quilômetros da capital, e Belo Horizonte registraram 376 casos, sendo 260 em homens e 116 mulheres. No ano passado, o surto foi em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Paracatu, na Região Noroeste, a 482 quilômetros de BH, com 218 doentes.

Até quem já recebeu a vacina deve repetir a dose. Pela primeira vez, a vacinação contra a rubéola pretende atingir o público masculino. Em 2007, dos 8,4 mil casos da doença no país, 70% foram em homens. "A cada grupo de cinco pessoas contaminadas pelo vírus, apenas uma terá sintomas. No restante os sinais da doença não se manifestam. Mas há o risco de contaminação das pessoas próximas e isso trará sérios riscos para as gestantes. A transmissão é feita pelo ar, sem necessidade de contato", afirma o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Luis Felipe Caram.

Em Belo Horizonte, além dos 146 centros de saúde, haverá também outros postos para facilitar o acesso do público. Escolas, universidades e locais de grande concentração de pessoas, como o Mercado Central, estações de metrô, rodoviária, aeroportos e shopping center, também vão participar. Empresas que contam com pelo menos 200 funcionários e se cadastraram na Secretaria Municipal de Saúde vão receber equipes de enfermagem para a imunização dos profissionais.

A abertura oficial das duas campanhas será às 9h na sede da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES, na Avenida Afonso Pena, no número 2.300, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul. Para atrair a criançada, será montado um espaço com brincadeiras, oficinas de balão, distribuição de algodão-doce, além da já tradicional presença do Zé Gotinha. "É um programa para toda a família. Vamos tirar fotografias dos papais, mamães e crianças com o tema do Zé Gotinha e presenteá-los. Assim, eles levam os filhos para se proteger da pólio e aproveitam a ocasião para ficar imunes à rubéola", convida a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Jandira Lemos.

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