Mulher, rica e universitária: Pesquisa aponta perfil das voluntárias nos hospitais de SP

Mulher, rica e universitária: Pesquisa aponta perfil das voluntárias nos hospitais de SP

Atualizado: Sexta-feira, 25 Setembro de 2009 as 12

Pesquisa inédita realizada pela Secretaria de Estado da Saúde sobre os voluntários que atuam nos hospitais da rede pública estadual revelou que as mulheres com nível universitário e renda familiar acima de 11 salários mínimos são a face mais visível desse grupo. O levantamento também mostra que os homens estão procurando ganhar espaço entre o voluntariado, chegando a 11% do total. Quando decidem ser voluntários, eles optam por ir para o ‘front’ dos hospitais, trabalhando, por exemplo, na recepção de prontos-socorros. A pesquisa foi realizada com 1.200 voluntários.

De acordo com a pesquisa, 49% dos voluntários já freqüentaram ou freqüentam a universidade, sendo que 22% deles possuem o nível superior completo. A renda familiar dos voluntários também chama a atenção: 14% tem renda acima de 20 salários mínimos; 23% de 11 a 20 salários mínimos; 23% de 6 a 10 salários mínimos; 26% de 3 a 5 salários mínimos; e ainda há 14% dos voluntários que, mesmo tendo renda familiar de um ou dois salários mínimos, conseguem encontrar um jeito para ajudar e trabalhar como voluntários.

A pesquisa também mostra que os voluntários permanecem por longos períodos auxiliando os hospitais. 79% dos voluntários já estão trabalhando há pelo menos um ano na rede pública. E 32% já trabalha como voluntário há mais de cinco anos.

HOMENS NO FRONT

Os Hospitais da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Mandaqui, Hospital das Clínicas e Vila Nova Cachoeirinha, contam hoje com cerca de 633 voluntários, entre homens e mulheres. Apesar do trabalho de ambos os gêneros serem semelhantes, os 39 homens que hoje atuam nas unidades, preferem ficar à frente da UTI e pronto-socorro para auxiliar os pacientes.

Os voluntários trabalham no atendimento ambulatorial e diretamente com os pacientes de UTI e pronto-socorro, conversam com os pacientes e lêem histórias, entre outras coisas. Dos 350 voluntários do HC, 25 são homens, no Hospital do Mandaqui, dos 143, somente 10 são do sexo masculino.

"Além de dar informações às pessoas nos corredores, os nossos homens do voluntariado auxiliam nos andares da ortopedia, acompanham os Raios-X e conversam com os pacientes, fazendo um trabalho social", comenta a chefe de voluntariado do Hospital Mandaqui, Marilda Rocha Kais.

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