Mulheres com alto risco para câncer de mama recebem acompanhamento especial

Mulheres com alto risco para câncer de mama recebem acompanhamento especial

Atualizado: Sexta-feira, 2 Outubro de 2009 as 12

Cuidados especiais e acompanhamento diferenciado podem prevenir mulheres, pertencentes a um grupo de risco, de desenvolver o câncer de mama. Em vez de uma visita anual ao ginecologista, como é a orientação geral dada pelos médicos, mulheres com histórico familiar da doença devem receber um acompanhamento mais rigoroso.

De acordo com José Roberto Filassi, chefe do setor de Mastologia do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer, uma parceria entre as duas instituições, ligadas à Secretaria de Estado da Saúde, está assegurando atendimento diferenciado a essas mulheres. "A triagem é feita no HC, onde o especialista avalia o risco de acordo com as informações fornecidas pelas próprias pacientes. Quando detectado o alto risco, elas são encaminhadas ao Instituto do Câncer, onde passam pelo Ambulatório de Condutas Especiais para Alto Risco em Câncer de Mama", informa.

A responsável pelo Ambulatório do Icesp, Angela Trinconi, destaca que cerca de 1% a 2% da população feminina necessita de maior vigilância para prevenção desse câncer. "São consideradas de alto risco: mulheres com dois ou mais parentes de primeiro ou segundo grau que tiveram câncer de mama, e mulheres que têm parentes jovens de primeiro grau com a doença", observa a especialista. Também fazem parte do grupo de risco, mulheres com histórico de câncer de ovário ou que têm histórico de câncer de mama em homens na família, além de pacientes com biópsia de mama que apresentem alterações atípicas nas células obtidas.

Segundo Filassi, mulheres que possuem uma ou mais dessas características devem buscar um encaminhamento médico do SUS ao Serviço de Ginecologia e Mastologia do HC. Com o encaminhamento em mãos basta se dirigir à sala 10.116 do Instituto Central do HC, em qualquer dia da semana, às 12 horas, para ser feita a triagem.

Ainda que não tenham desenvolvido a doença, as pacientes encaminhadas ao Ambulatório são submetidas a exames físicos a cada quatro ou seis meses. Elas também fazem exames de imagens com uma freqüência maior do que a indicada para mulheres sem risco aumentado.

Além da vigilância, as participantes do programa recebem medidas preventivas, como o uso de substâncias que bloqueiam os receptores de estrogênio no corpo – quimioprevenção – e até mesmo cirurgias redutoras de risco que consistem em retirar a glândula mamária ou ovários para casos selecionados. "Estas cirurgias podem reduzir em mais de 90% a chance de ocorrência do câncer de mama em pacientes de alto risco", explica Angela Trinconi.

Atualmente, o Ambulatório de Condutas Especiais para Alto Risco em Câncer de Mama acompanha 270 mulheres com risco aumentado para câncer de mama.

Cuidados especiais e acompanhamento diferenciado podem prevenir mulheres, pertencentes a um grupo de risco, de desenvolver o câncer de mama. Em vez de uma visita anual ao ginecologista, como é a orientação geral dada pelos médicos, mulheres com histórico familiar da doença devem receber um acompanhamento mais rigoroso.

De acordo com José Roberto Filassi, chefe do setor de Mastologia do Hospital das Clínicas da FMUSP e do Instituto do Câncer, uma parceria entre as duas instituições, ligadas à Secretaria de Estado da Saúde, está assegurando atendimento diferenciado a essas mulheres. "A triagem é feita no HC, onde o especialista avalia o risco de acordo com as informações fornecidas pelas próprias pacientes. Quando detectado o alto risco, elas são encaminhadas ao Instituto do Câncer, onde passam pelo Ambulatório de Condutas Especiais para Alto Risco em Câncer de Mama", informa.

A responsável pelo Ambulatório do Icesp, Angela Trinconi, destaca que cerca de 1% a 2% da população feminina necessita de maior vigilância para prevenção desse câncer. "São consideradas de alto risco: mulheres com dois ou mais parentes de primeiro ou segundo grau que tiveram câncer de mama, e mulheres que têm parentes jovens de primeiro grau com a doença", observa a especialista. Também fazem parte do grupo de risco, mulheres com histórico de câncer de ovário ou que têm histórico de câncer de mama em homens na família, além de pacientes com biópsia de mama que apresentem alterações atípicas nas células obtidas.

Segundo Filassi, mulheres que possuem uma ou mais dessas características devem buscar um encaminhamento médico do SUS ao Serviço de Ginecologia e Mastologia do HC. Com o encaminhamento em mãos basta se dirigir à sala 10.116 do Instituto Central do HC, em qualquer dia da semana, às 12 horas, para ser feita a triagem.

Ainda que não tenham desenvolvido a doença, as pacientes encaminhadas ao Ambulatório são submetidas a exames físicos a cada quatro ou seis meses. Elas também fazem exames de imagens com uma freqüência maior do que a indicada para mulheres sem risco aumentado.

Além da vigilância, as participantes do programa recebem medidas preventivas, como o uso de substâncias que bloqueiam os receptores de estrogênio no corpo – quimioprevenção – e até mesmo cirurgias redutoras de risco que consistem em retirar a glândula mamária ou ovários para casos selecionados. "Estas cirurgias podem reduzir em mais de 90% a chance de ocorrência do câncer de mama em pacientes de alto risco", explica Angela Trinconi.

Atualmente, o Ambulatório de Condutas Especiais para Alto Risco em Câncer de Mama acompanha 270 mulheres com risco aumentado para câncer de mama.

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