Na Austrália, 60% da população luta contra sobrepeso

Na Austrália, 60% da população luta contra sobrepeso

Atualizado: Terça-feira, 31 Maio de 2011 as 11:33

Mais de 60% da população adulta tem problemas de sobrepeso na Austrália, que gasta quantias milionárias em fast-food e registra um dos índices de obesidade mais altos do mundo.

Corpos esculturais, como o do campeão mundial e olímpico de natação Ian Thorpe, e figuras esbeltas, como a estrela de Hollywood Nicole Kidman, contrastam com as volumosas formas de 24% das pessoas com mais de 18 anos.

Segundo dados divulgados pelo Escritório de Estatísticas nesta semana, a população de adultos obesos na Austrália aumentou 5% entre 1995 e 2008 --último ano de referência--, até alcançar quatro milhões de pessoas, número superado apenas por México, Nova Zelândia, Reino Unido e, é claro, Estados Unidos.

Além disso, outros estudos revelam que 37% dos australianos estão acima do peso, índice igual ao de cidadãos com massa corporal normal.

A falta de dinheiro, educação e exercícios físicos são fatores cruciais para entender a obesidade na Austrália, um país onde os pratos tradicionais são elaboradas a base de carne, salsichas e verduras cozidas, ou pescados e mariscos acompanhados de batatas fritas.

De acordo com a última apuração disponível, 33% dos adultos obesos vivem em áreas pobres ou rurais, quase o dobro do índice entre os que moram em zonas com mais recursos ou urbanas.

A estimativa é que os australianos gastem em 2011 cerca de 37 bilhões de dólares australianos (27,75 bilhões de euros) em fast-food, 3 bilhões de euros mais que em 2008.

Com este valor, equivalente à ingestão anual de 343 hambúrgueres por habitante, a Austrália é o 11º maior consumidor deste tipo de alimento, sustentam dados da empresa de consultoria Euromonitor.

Hoje há na Austrália e na Nova Zelândia --país vizinho que também tem graves problemas com a obesidade-- 1.250 restaurantes da rede Subway, 845 franquias da pizzaria Domino's, 780 McDonald's, 300 Hungry Jack's e 600 KFC.

No começo do ano, a Fundação Nacional de Saúde da Austrália alertou que as crianças do país viverão menos que a geração de seus pais se persistirem os maus hábitos alimentares e a falta de exercícios.  

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