No Brasil, 39% se acham imunes ao câncer de mama

No Brasil, 39% se acham imunes ao câncer de mama

Atualizado: Quinta-feira, 30 Setembro de 2010 as 8:51

Pesquisa mostra que mulheres desconhecem perigos da doença

O câncer de mama não é uma preocupação para boa parte das mulheres brasileiras, já que 39% delas acreditam que são imunes à doença, de acordo com pesquisa do Instituto Avon, divulgada nesta quarta-feira (29) em São Paulo, sobre a percepção das mulheres em relação ao câncer de mama.

Para 56%, a razão para acreditar que não poderiam desenvolver a doença está no fato de não terem nenhum caso de câncer de mama na família. Elas também citam para a explicação dessa crença a alimentação adequada (23%) e o hábito de não fumar (22%).

No entanto, a realidade desmente essas suposições. Em 90% dos casos de câncer de mama não há componente hereditário ou familiar e 70% das mulheres não apresentam fatores de risco, segundo Rita Dardes, ginecologista e mastologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretora médica do Instituto Avon.

- Basta ser mulher e envelhecer para estar no grupo de risco.

O presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda, destacou que, com mais informação, a doença deixaria de ser a primeira causa de morte por câncer no país entre as mulheres.

O desconhecimento encontra respaldo em outro dado da pesquisa: apenas 23% das mulheres se consideram muito informadas sobre a doença. A "Pesquisa Instituto Avon/Ipsos - Percepções sobre o Câncer de Mama - mitos e verdades em relação à doença" ouviu do dia 30 de julho a 11 de agosto mil mulheres, a partir dos 16 anos, em 70 cidades do país.

Gisele Lozovoi Cifarelli, por exemplo, foi diagnosticada com câncer de mama no começo deste ano. Foi o primeiro caso na família dela.

- Perdi o chão. A gente toma um susto. Ainda mais que foi logo após a minha separação. Eu ficava pensando como seria a vida da minha filha de nove anos.

Ela precisou fazer quimioterapia e teve removido o seio do lado direito.

- Mas somos mais que uma mama, um cabelo. Nessas horas eu contei com o apoio de amigos e principalmente da minha sogra.

Gisele ficará em observação intensa e em tratamento regular até 2015.

- Jamais vou desistir da minha vida. Vou morrer bem velhinha.

Gisele, aliás, é uma das personagens da mostra itinerante de 49 fotografias em preto e branco De Peito Aberto que a Avon inaugurou junto com a divulgação da pesquisa.

O projeto é do fotógrafo Hugo Lenzi e de sua esposa, Vera Golik. A exposição, que ficará no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, até o próximo dia 8, percorre os sentimentos que se sobressaem desde a descoberta do câncer de mama, passando pelo processo de tratamento, até a superação da doença.

Hugo afirmou que deu início ao projeto após, no ano 2000, o irmão, a irmã e, três meses depois, a mãe de Vera terem diagnóstico positivo para o câncer. Só o irmão dela morreu por causa da doença, um linfoma. O casal decidiu tirar fotos de mulheres com a doença com o objetivo de "humanizar" a pessoa com câncer, que muitas vezes é vista e se percebe como alguém que não é "igual aos outros".

Exame clínico

O levantamento também mostrou que um terço das mulheres nunca realizou exame clínico. Novamente o dado encontra respaldo na realidade: 60% das mulheres morrem porque o câncer de mama é descoberto em um estágio avançado. De acordo com Rita, diagnosticar a doença logo no início eleva a chance de cura em 95%.

A médica também disse que o autoexame não deve ser uma estratégia isolada de detecção do câncer de mama.

- O diagnóstico precoce só é identificado na mamografia, por isso é importante realizar o exame clínico.

Rita afirmou que a incidência da doença aumenta a partir dos 40 anos, com pico entre os 50 e os 60 anos.

O diretor executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani, disse que eram três os objetivos do evento realizado hoje: lançar a pesquisa, a fim de direcionar novos rumos para campanhas de informação, abrir a exposição fotográfica e dar início a uma mobilização em outubro, mês de conscientização mundial sobre o câncer de mama.

Nilcéa Freire, ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, disse que o governo está atento aos dados da pesquisa.

- O que estamos fazendo aqui é para mudar o cenário da desinformação.

O evento contou com a participação das atrizes Giovanna Ewbank e Paola Oliveira. Giovana não imaginava que tantas mulheres não tinham conhecimentos básicos sobre a doença.

- Quando recebi o convite e tive acesso à pesquisa, fiquei assustada com o número de mulheres que não têm informação sobre a doença. A gente precisa de mais conscientização.

Pesquisa mostra que mulheres desconhecem perigos da doença

O câncer de mama não é uma preocupação para boa parte das mulheres brasileiras, já que 39% delas acreditam que são imunes à doença, de acordo com pesquisa do Instituto Avon, divulgada nesta quarta-feira (29) em São Paulo, sobre a percepção das mulheres em relação ao câncer de mama.

Para 56%, a razão para acreditar que não poderiam desenvolver a doença está no fato de não terem nenhum caso de câncer de mama na família. Elas também citam para a explicação dessa crença a alimentação adequada (23%) e o hábito de não fumar (22%).

No entanto, a realidade desmente essas suposições. Em 90% dos casos de câncer de mama não há componente hereditário ou familiar e 70% das mulheres não apresentam fatores de risco, segundo Rita Dardes, ginecologista e mastologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretora médica do Instituto Avon.

- Basta ser mulher e envelhecer para estar no grupo de risco.

O presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda, destacou que, com mais informação, a doença deixaria de ser a primeira causa de morte por câncer no país entre as mulheres.

O desconhecimento encontra respaldo em outro dado da pesquisa: apenas 23% das mulheres se consideram muito informadas sobre a doença. A "Pesquisa Instituto Avon/Ipsos - Percepções sobre o Câncer de Mama - mitos e verdades em relação à doença" ouviu do dia 30 de julho a 11 de agosto mil mulheres, a partir dos 16 anos, em 70 cidades do país.

Gisele Lozovoi Cifarelli, por exemplo, foi diagnosticada com câncer de mama no começo deste ano. Foi o primeiro caso na família dela.

- Perdi o chão. A gente toma um susto. Ainda mais que foi logo após a minha separação. Eu ficava pensando como seria a vida da minha filha de nove anos.

Ela precisou fazer quimioterapia e teve removido o seio do lado direito.

- Mas somos mais que uma mama, um cabelo. Nessas horas eu contei com o apoio de amigos e principalmente da minha sogra.

Gisele ficará em observação intensa e em tratamento regular até 2015.

- Jamais vou desistir da minha vida. Vou morrer bem velhinha.

Gisele, aliás, é uma das personagens da mostra itinerante de 49 fotografias em preto e branco De Peito Aberto que a Avon inaugurou junto com a divulgação da pesquisa.

O projeto é do fotógrafo Hugo Lenzi e de sua esposa, Vera Golik. A exposição, que ficará no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, até o próximo dia 8, percorre os sentimentos que se sobressaem desde a descoberta do câncer de mama, passando pelo processo de tratamento, até a superação da doença.

Hugo afirmou que deu início ao projeto após, no ano 2000, o irmão, a irmã e, três meses depois, a mãe de Vera terem diagnóstico positivo para o câncer. Só o irmão dela morreu por causa da doença, um linfoma. O casal decidiu tirar fotos de mulheres com a doença com o objetivo de "humanizar" a pessoa com câncer, que muitas vezes é vista e se percebe como alguém que não é "igual aos outros".

Exame clínico

O levantamento também mostrou que um terço das mulheres nunca realizou exame clínico. Novamente o dado encontra respaldo na realidade: 60% das mulheres morrem porque o câncer de mama é descoberto em um estágio avançado. De acordo com Rita, diagnosticar a doença logo no início eleva a chance de cura em 95%.

A médica também disse que o autoexame não deve ser uma estratégia isolada de detecção do câncer de mama.

- O diagnóstico precoce só é identificado na mamografia, por isso é importante realizar o exame clínico.

Rita afirmou que a incidência da doença aumenta a partir dos 40 anos, com pico entre os 50 e os 60 anos.

O diretor executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani, disse que eram três os objetivos do evento realizado hoje: lançar a pesquisa, a fim de direcionar novos rumos para campanhas de informação, abrir a exposição fotográfica e dar início a uma mobilização em outubro, mês de conscientização mundial sobre o câncer de mama.

Nilcéa Freire, ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, disse que o governo está atento aos dados da pesquisa.

- O que estamos fazendo aqui é para mudar o cenário da desinformação.

O evento contou com a participação das atrizes Giovanna Ewbank e Paola Oliveira. Giovana não imaginava que tantas mulheres não tinham conhecimentos básicos sobre a doença.

- Quando recebi o convite e tive acesso à pesquisa, fiquei assustada com o número de mulheres que não têm informação sobre a doença. A gente precisa de mais conscientização.

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