Nova alternativa para adolescentes obesos

Nova alternativa para adolescentes obesos

Atualizado: Domingo, 3 Fevereiro de 2008 as 12

A colocação de uma Banda Gástrica (ou LAP-BAND?, como é conhecida ao redor do mundo) pode ser a saída para adolescentes com obesidade mórbida que têm a indicação cirúrgica. Isso porque esse tipo de cirurgia - ainda pouco conhecida no Brasil - é reversível e não implica na mutilação ou em corte do estômago e intestino.

Outra das principais características da Banda Gástrica é que, diferente de outras modalidades de cirurgia bariátrica, pacientes operados apresentam baixo risco de desnutrição, pois não existe mudança no processo de absorção dos nutrientes pelo aparelho digestivo (como ocorre quando o estômago ou o intestino são cortados, por exemplo).

De acordo com o Dr. Denis Pajecki, médico da Unidade de Tratamento do Paciente Obeso Grave do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, algumas vantagens da Banda Gástrica em comparação com as outras cirurgias bariátricas são: a ajustabilidade (a banda pode ser inflada e desinflada de acordo com a necessidade de cada paciente), a reversibilidade (pode ser removida), o baixo risco nutricional, o procedimento minimamente invasivo e o menor índice de morbidade.

Tanto a Banda quanto qualquer outro tipo de cirurgia bariátrica só é recomendada como opção de tratamento da obesidade quando o Índice de Massa Corpórea (IMC) for maior que 40 ou estiver entre 35 e 40, mas associado a complicações associadas à obesidade. Para pacientes adolescentes, a cirurgia só pode ser feita a partir dos 16 anos, após todas as alternativas não cirúrgicas terem falhado.

O que é a Banda Gástrica?

A Banda Gástrica é um dispositivo colocado na parte superior do estômago e pode reduzir para até um décimo sua capacidade. Com isso, o paciente tem uma sensação de saciedade com uma quantidade muito menor de comida. Ela é feita de silicone e tem o formato de um anel inflável (não confundir com o anel gástrico, cuja colocação envolve corte e grampeamento do estômago). Após a colocação, que é feita por videolaparoscopia, a Banda pode ser inflada e desinflada ao longo do tempo, de acordo as necessidades de cada paciente.

A técnica foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration - Administrção de comidas e remédios) em junho de 2001, como a opção menos invasiva e que apresenta menores lesões ao corpo entre todos os tipos de cirurgia bariátrica. Esse procedimento já foi realizado em mais de 300 mil pessoas ao redor do mundo. Representa 30% das cirurgias de estômago nos Estados Unidos e chega a 90% na Austrália. Ao redor do mundo, a Banda Gástrica é a opção mais indicada para adolescentes com obesidade mórbida.

Postado por: Claudia Moraes

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