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Saúde

Nova cirurgia a laser pode corrigir vista cansada

Nova cirurgia a laser pode corrigir vista cansada

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:55

Nova técnica de cirurgia a laser promete corrigir a perda da capacidade de o olho focalizar de perto, ou "vista cansada", problema que atinge a todos depois dos 40.

A cirurgia, ainda experimental, é feita com um laser chamado Femtosegundo. A técnica não exige cortes na região externa da córnea.

Novas programações de tipos de laser já usados para outros problemas de visão têm mostrado resultados promissores na correção da presbiopia (vista cansada).

Outra técnica recente para o problema combina o Femtosegundo e o laser Excimer. Já foram feitas cerca de 2.000 cirurgias desse tipo no Brasil.

Hoje, a vista cansada só é tratada em cirurgias para outros problemas de visão, como miopia e hipermetropia. "Num míope com presbiopia, deixamos um pouco de grau da miopia num olho, pelo qual ele vê melhor de perto", explica Wallace Chamon, professor de oftalmologia da Unifesp.

As novas cirurgias fazem com que a parte central da córnea fique mais curva, aumentando o grau.

"Isso não 'cura' presbiopia, mas melhora a focalização para imagens de perto", explica Paulo Schor, chefe de cirurgia refrativa da Unifesp.

As novidades serão apresentadas no congresso internacional de oftalmologia do Instituto da Visão da Unifesp, que começa hoje, em São Paulo. "Os resultados serão discutidos", diz José Álvaro Pereira Gomes, oftalmologista que preside o evento.

"Esse laser é menos invasivo, entra no centro da córnea sem cortar a camada externa. A recuperação é mais rápida e há, teoricamente, menos risco de infecção. Mas o uso na presbiopia é um procedimento pouco testado", diz Wallace Chamon.

A cirurgia a laser para tratar vista cansada é feita em consultório. A recuperação leva duas semanas.

Segundo José Álvaro Pereira Gomes, a Unifesp começará a fazer cirurgias para presbiopia com os lasers Excimer e Femtosegundo nos próximos meses.

Segundo o oftalmologista Mauro Campos, os riscos são baixos. O mais comum, afirma, é a insastifação do paciente com o resultado, ainda mais em quem nunca teve problemas de visão. "A cirurgia não elimina a necessidade dos óculos", reforça.

Em 60% dos casos, é preciso usar óculos ainda no fim do dia, sob pouca luz, para ver letras muito pequenas e em leituras extensas.

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