Nova gripe leva SP a recomendar restrições de trabalho para grávidas

Nova gripe leva SP a recomendar restrições de trabalho para grávidas

Atualizado: Terça-feira, 11 Agosto de 2009 as 12

A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo recomendou, nesta terça-feira, 11, restrições no trabalho de funcionárias grávidas de estabelecimentos públicos e privados, para diminuir o risco de contágio pela nova gripe. As gestantes fazem parte do grupo de risco da doença.

"A ideia é diminuir a exposição das grávidas, principalmente nos próximos 15 dias. Aquelas que estão em contato direto com pacientes têm um maior risco de infecção", explicou Wladimir Taborda, coordenador de ginecologia e obstetrícia da Secretaria de Estado da Saúde, em entrevista ao SPTV.

O Ministério da Saúde divulgou, também nesta terça, que 28 mulheres grávidas morreram no país até 9 de agosto. O número representa 14,5% do total de 192 mortos. O ministro José Gomes Temporão afirmou que 30% das gestantes mortas tinham pelo menos mais um fator de risco adicional.

Segundo os dados da secretaria de São Paulo, 13 gestantes morreram com a nova gripe no estado até 7 de agosto. De acordo com os médicos, o sistema de defesa do organismo das mulheres grávidas é mais sensível. A secretaria de saúde afirma que ainda está estudando o motivo de as grávidas serem tão vulneráveis ao H1N1.

Para isso, a secretaria pede que grávidas que trabalham em contato direto com o público sejam remanejadas para outras funções. Se a transferência não for possível, recomenda-se que "as instituições estudem alternativas legais de afastamento temporário".  

A recomendação é, no entanto, apenas isso: uma orientação. "A recomendação de afastamento para as empresas privadas é uma decisão de cada empresa, de cada diretoria, e acho que vai prevalecer o bom senso, na medida em que seja possível separar essas mulheres e colocar em outras funções administrativas", afirma Wladimir Taborda.

A recomendação é reforçada no caso de mulheres que trabalham em hospitais e escolas. Médicas, enfermeiras e professoras grávidas devem atuar temporariamente em atividades onde o risco de contaminação seja mais reduzido. "Nas escolas, a gente também sabe que as crianças transmitem mais. Agora, com a volta às aulas, essa é uma realidade", explica Taborda.

Além de afastar as gestantes do público, a secretaria pede que as empresas promovam "condições adequadas para a adoção de medidas preventivas, como higienização das mãos, limpeza e ventilação do ambiente, entre outras ações".

Postado por: Felipe Pinheiro

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