Nozes diminuem ritmo de crescimento do câncer de próstata

Nozes diminuem ritmo de crescimento do câncer de próstata

Atualizado: Segunda-feira, 29 Março de 2010 as 12

Pesquisa americana é um prato cheio para os apreciadores de nozes. Elas podem tornar mais lento o crescimento do câncer de próstata, segundo testes em ratos. Para chegar a tal conclusão, cientistas da Universidade da Califórnia - Davis e do Centro de Pesquisa Regional do Oeste, do Departamento Americano de Agricultura, alimentaram alguns animais com pouco mais de 68 gramas da iguaria, enquanto outros recebiam uma dieta com a mesma quantidade de gordura, mas não proveniente do alimento. Todos os camundongos eram geneticamente programados para desenvolver a doença.

Após 18 semanas, notaram que o grupo que consumiu nozes teve o aumento dos tumores reduzido de 30% a 40%. Apresentou ainda menores níveis de uma determinada proteína (IGF-1) no sangue, que tem sido fortemente associada à patologia. Além disso, contou com efeitos benéficos sobre vários genes relacionados ao controle do desenvolvimento do problema e do metabolismo.

O nutricionista Paul Davis disse ao site Science Daily que a quantidade do alimento utilizada no estudo pode ser facilmente ingerida por humanos e que as evidências o deixam esperançoso sobre a possibilidade de que seja benéfica a pacientes. No entanto, afirmou que pesquisas adicionais são necessárias para desvendar como as nozes atuam nas células cancerígenas.

Câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens brasileiros (atrás apenas do de pele não-melanoma) e a estimativa é de 52.350 novos casos em 2010, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A Sociedade Brasileira de Urologia lembra que o diagnóstico precoce é fundamental. Caso a doença não seja detectada a tempo, pode causar infertilidade, impotência sexual, infecção generalizada, problemas urinários e até a morte.

Os homens têm de fazer o exame periódico (toque retal e dosagem do antígeno prostático específico) depois dos 45 anos e, se houver casos na família, a partir dos 40 anos.

Postado por: Felipe Pinheiro

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