O que é psoríase?

O que é psoríase?

Atualizado: Sexta-feira, 9 Setembro de 2011 as 10:41

Doença ou inflamação? Na verdade, os dois. A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que afeta até 1% da população, entre homens e mulheres, e pode surgir em qualquer idade. Não existe uma causa comprovada, mas existem alguns fatores relacionados ao desencadeamento ou exacerbação da doença.

Há uma predisposição genética para a psoríase, 30% dos pacientes relatam pelo menos um parente afetado. Além disso, traumas cutâneos, medicações, infecções e estresse emocional podem estar relacionados ao quadro.

Existem várias formas clínicas de psoríase. A forma em placas ou vulgar é a mais comum, caracterizada por lesões rosadas com escamas grossas e aderidas, localizadas simetricamente em joelhos, cotovelos, dorso inferior e couro cabeludo. A psoríase também pode se manifestar em gotas, ou seja, pequenas lesões em forma de gota, afetando principalmente crianças e adultos jovens. Nesse caso, o quadro está relacionado muitas vezes a infecções das vias aéreas.

A psoríase tratada de maneira inadequada pode provocar um outro tipo da doença, a psoríase pustulosa. O nome é explicado pelo aparecimento de placas e lesões com pus, e pode se manifestar nas mãos e pés. Quando a doença afeta grande área corpórea, com vermelhidão e descamação generalizadas, é chamada de eritrodérmica.

As articulações de 5 a 7% dos pacientes são afetadas pela psoríase artropática, que pode se apresentar nas unhas, genitais, região palmoplantar (palma das mãos e sola dos pés) e couro cabeludo. Lesões mais úmidas caracterizam a psoríase invertida, que se manifesta em áreas de dobras como embaixo das mamas e nádegas.

Alguns pacientes sentem coceira, outros queimação, mas esses sintomas podem não estar presentes. Uma característica da psoríase é o fenômeno de Köebner, que é o surgimento de novas lesões sobre áreas traumatizadas pelo ato de coçar, por exemplo. O diagnóstico é essencialmente clínico, pelo tipo e localização das lesões, porém a biópsia com exame anatomopatológico também auxilia o diagnóstico.

O tratamento deve, em primeiro lugar, esclarecer ao paciente como se dá a evolução e o não contágio da doença. Ainda não existem medicamentos que possibilitem a cura definitiva, mas é possível um excelente controle da psoríase. De acordo com a extensão e gravidade do quadro, pode-se lançar mão tanto de medicações tópicas, de aplicação direta na pele, assim como de medicações sistêmicas (via oral ou endovenosa/intramuscular/subcutânea).

O tratamento depende também da idade, sexo, ocupação e condições gerais da saúde. Outro método bastante utilizado e efetivo é o PUVA, que consiste naadministração oral de uma droga fotoativa, seguida de exposição à radiação ultravioleta A, em uma cabine especial. O mais importante é esclarecer que a psoríase não é um bicho-de-sete-cabeças e que um dermatologista capacitado pode fazer muito pelo paciente.

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