O que fazer em caso de parada cardíaca?

O que fazer em caso de parada cardíaca?

Atualizado: Segunda-feira, 18 Abril de 2011 as 11:29

Quando uma pessoa sofre parada cardíaca, cada minuto conta e pode salvar uma vida. De cada dez vítimas, duas não têm nenhum sintoma e oito não resistem antes de chegar ao hospital. A cada dois minutos, um brasileiro morre subitamente – são mais de 700 por dia e 270 mil por ano.

O Bem Estar desta terça-feira (12) mostrou que saber como agir em momentos como esse pode ser decisivo entre a vida e a morte. Quem explicou o assunto foram os cardiologistas Sérgio Timerman e Roberto Kalil, que também é consultor do programa. No estúdio, Kalil diferenciou infarto de parada cardíaca: o primeiro atinge o músculo do coração e o segundo pode ser provocado por problemas como traumas, acidentes de carro ou embolia pulmonar.

A primeira medida deve ser acionar o socorro, pelo   192 . O número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vale para todo o Brasil. Até a emergência chegar – o que leva em média de 8 a 10 minutos –, é preciso fazer a massagem cardíaca.

Nas ambulâncias, há um desfibrilador, aparelho que fornece uma descarga elétrica à vítima e faz com que o coração volte ao ritmo normal. De acordo com Kalil, há uma desorganização elétrica no coração, ou seja, uma espécie de curto-circuito. O choque, então, reordena esse sistema para que o bombeamento seja feito da forma correta. Em São Paulo, locais com concentração de mais de 1.500 pessoas devem ter um desfibrilador.

No estúdio, o médico e coordenador do Samu Domingos Guilherme Napoli ensinou a fazer a massagem, usando um boneco. É necessário cruzar uma mão por cima da outra, entrelaçando os dedos e mantendo a de baixo bem reta, no meio do tórax do paciente. A coluna deve ficar ereta; os joelhos, dobrados; e os braços, esticados. Se o indivíduo estiver em uma cama ou um sofá, deve ser removido para uma superfície dura, que vai ajudar na compressão

Em crianças, o princípio do atendimento é o mesmo, mas a massagem tem algumas diferenças: são 30 compressões para 2 respirações boca-a-boca, com intervalo de um segundo cada. Além disso, os pequenos devem ser treinados para entrar em ação em emergências, já que mais de 80% dos casos ocorrem em casa, na frente de menores, adolescentes e idosos.

Em janeiro de 2010, a pedagoga Cristine Paolillo teve uma parada cardíaca e sobreviveu. Na ocasião, sentiu fortes dores nas costas, pulsação baixa, língua enrolada e formigamento no braço esquerdo. O namorado Marcos Roberto Scalone demorou a perceber a gravidade dos sintomas e achou que se tratava apenas de uma indigestão alimentar de ano-novo.

A parada cardíaca de Cristine foi provocada por uma arritmia grave. Hoje ela vive com um marcapasso e desfibrilador dentro do peito.

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