OMS diz que cidades fazem mal à saúde

OMS diz que cidades fazem mal à saúde

Atualizado: Quarta-feira, 7 Abril de 2010 as 12

As zonas urbanas têm um impacto direto, frequentemente negativo, sobre a saúde dos habitantes, mesmo no caso de pequenas e médias cidades. O alerta foi feito nesta quarta-feira (7) pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que "as cidades concentram oportunidades e serviços, mas também riscos e ameaças à saúde". Ela apresentou uma campanha que mostra a relação entre entre os planos urbanísticos e a saúde das populações, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde.

A organização ressaltou que praticamente todo o crescimento demográfico dos próximos 30 anos se concentrará nas cidades. Estima-se que em 2030 seis em cada dez pessoas vivam nesses locais. Em consequência disso, tanto nas metrópoles como nas pequenas e médias cidades, deve ser vista uma degradação das condições de saúde devido a fatores como insuficiência de infraestrutura, propagação de doenças contagiosas e aumento de doenças crônicas devido a estilos de vida insalubres.

Também se prevê um aumento dos acidentes de trânsito e de atos de violência em geral. O limitado acesso à água potável será outro desafio em um mundo cada vez mais urbanizado. Hoje cerca de 94% dos residentes urbanos de países em desenvolvimento contam com pelo menos 20 litros de água por dia em uma fonte a menos de 1 km de duas casas, mas os riscos de poluição do líquido são elevados.

A OMS também considerou um grave problema que somente 24% da população urbana conte com serviços mínimos de saneamento, como banheiros conectados ao esgoto. A situação é ainda pior para os 170 milhões de residentes em zonas urbanas marginais que carecem inclusive do mais simples banheiro, enquanto outros 500 milhões de pessoas compartilham serviços higiênicos com pessoas de fora da família.

Ao apresentar este quadro, Chan disse que a aglomeração que habitualmente se observa em meios urbanos desfavorecidos "amplia as consequências de fatores como a contaminação dos alimentos ou da água, os altos níveis de poluição sonora, as substâncias químicas, os desastres naturais e o surto de doenças".

Como exemplos de cidades que se desenvolveram em boa direção, ela mencionou Adis-Abeba (capital da Etiópia) e Nova York, a primeira por sua limpeza irretocável e a segunda por fatores como a segurança de seus habitantes e medidas como a proibição de fumar em restaurantes e em outros locais públicos.

Postado por: Felipe Pinheiro

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