OMS renova campanha para reduzir hepatite em bebês na Ásia

OMS renova campanha para reduzir hepatite em bebês na Ásia

Atualizado: Sexta-feira, 29 Julho de 2011 as 10:50

Nove países da região Ásia-Pacífico não vão alcançar uma meta em 2012 de reduzir as infecções por hepatite B entre crianças, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), que pretende intensificar sua luta contra a doença.

Nove entre dez crianças infectadas permanecem cronicamente infectadas pelo resto de suas vidas porque seus sistemas imunológicos ainda não estão plenamente desenvolvidos, o que pode levar a cirrose hepática e, mais tarde, câncer hepático em fase posterior da vida.

Mas um especialista da OMS disse que a meta de reduzir até 2012 os índices de infecção entre crianças para menos de 2% não será alcançada no Camboja, Kiribati, Laos, Papua-Nova Guiné, Filipinas, Samoa, Ilhas Salomão, Vanuatu e Vietnã.

"Tudo indica que esses nove países não vão alcançar a meta de 2%," disse Karen Hennessey, do programa ampliado de imunização contra hepatite B da OMS.

Em Manila, Hennessey disse que os índices de contaminação infantil nesses países estavam em cerca de 8% antes da introdução dos programas de vacinação, que começou na década de 1980.

Embora os índices de infecção tenham caído para cerca de 3% ou 4%, as campanhas de vacinação pararam devido à falta de conhecimentos ou treinamento técnico ou, ainda, de dinheiro, disse ela.

A China é uma das exceções: nos últimos cinco anos o índice de infecção em suas crianças caiu para menos de 2%, graças a um programa de vacinação bem sucedido, disse Hennessey.

A hepatite B, que é 50 a 100 vezes mais infecciosa que o HIV, é transmitida principalmente de mãe para filho quando o sangue infectado da mãe entra em contato com ferimentos abertos em seu recém-nascido, durante o parto. Mas uma vacina administrada nas primeiras 24 horas após o nascimento pode impedir a infecção.

Para renovar os esforços de combate ao vírus, a OMS quer promover uma abordagem em três frentes, que inclui levar mais gestantes a dar à luz em hospitais, para que seus bebês possam ser imunizados logo após o nascimento.

"É muito difícil levar mulheres aos hospitais quando suas casas são muito distantes ou elas são muito pobres. Outra possibilidade é garantir a presença de um profissional em cada parto que tenha sido treinado para dar a vacina no prazo de 24 horas," disse Hennessey.

A OMS também vai ajudar a fornecer o treinamento, disse ela.

Cerca de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo já foram infectadas pelo vírus da hepatite B e 350 milhões convivem com a infecção crônica. Mais ou menos 600 mil pessoas por ano morrem do vírus, que também é transmitido pelo contato sexual e por agulhas sujas. Outras formas comuns de hepatite são a A, C e E.  

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