Os mitos da endoscopia digestiva

Os mitos da endoscopia digestiva

Atualizado: Quinta-feira, 24 Março de 2011 as 9:06

  Muitas pessoas têm receio em fazer uma endoscopia digestiva por causa de alguns mitos: é dolorido, demora, fica sob efeito da anestesia por muito tempo, corre risco de choque anafilático, entre outros. O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Dr. Sérgio Bizinelli, alerta sobre a importância do exame para prevenir e tratar desde uma simples gastrite, até hemorragias e tumores em seu estado inicial. “É possível realizar de forma segura a ressecção do tecido doente, evitando o procedimento cirúrgico. É eficaz no tratamento de cânceres gástricos e outras doenças gastrointestinais”.

De acordo com Bizinelli, é um procedimento simples e que dura em média 15 minutos. “Primeiro é aplicado um anestésico (geralmente em spray) na garganta do paciente, que deve estar deitado na posição lateral esquerda. Um protetor bucal é colocado para que ele não feche a boca. Depois inserido o gastroscópio pela garganta até o início do intestino (duodeno)”.

Antigamente o exame era feito sem anestesia e com um instrumento não muito flexível, os fibroscópios, por isso causava dor. Hoje, a tecnologia é avançada como o caso da cápsula endoscópica, um exame relativamente novo, e considerado a melhor forma de examinar o intestino delgado. “Consiste em engolir uma cápsula com um pouco de água, que vai fotografando o intestino delgado. As imagens são transferidas para um computador para serem analisadas. Já no procedimento tradicional e atual, o paciente recebe um sedativo e o gastroscópio é mais fino e flexível, não causando dor ou desconforto”, explica o presidente.

Quanto ao choque anafilático por causa do anestésico, Bizinelli afirma que a probabilidade é baixíssima e com poucos casos relatados na literatura médica mundial. A reação sob o efeito da anestesia varia de acordo com o organismo do paciente. Alguns voltam ao estado normal em 20 minutos, outros precisam de um tempo maior dependendo do tipo de anestesia.

Do tubo à cápsula

Um dos grandes avanços tecnológicos para a especialidade foi a criação da cápsula endoscópica, método mais moderno e que não causa nenhum tipo de desconforto para o paciente. É considerada pelos especialistas como a melhor forma de examinar o intestino delgado, local de difícil acesso por ficar no meio do aparelho digestivo e ter o comprimento de 5 a 7 metros. A técnica representa uma revolução por auxiliar na identificação e análise de possíveis lesões em fase inicial e de difícil acesso por outros métodos de diagnósticos.

veja também