Os tipos de dores mais comuns: cefaleias

Os tipos de dores mais comuns: cefaleias

Atualizado: Sexta-feira, 11 Março de 2011 as 8:50

E esse incômodo – que pode causar muito sofrimento e ser incapacitante – é uma das maiores reclamações nos consultórios médicos. Mais especificamente as dores que atingem as costas e a cabeça e que podem ter diversas causas.

“Os dois grupos mais recorrentes quando se fala de dor são os da cefaleia e das dores lombares. Elas podem não ser as mais intensas – como é o caso da neuralgia do trigêmeo – mas podem ser incapacitantes, caso se tornem crônicas”, explica Cláudio Fernandes Corrêa, neurocirurgião e diretor do Centro da Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Os tipos de cefaleia

Corrêa explica que o grupo da cefaleia, de acordo com pesquisas da Academia Americana de Neurologia, pode se desdobrar em mais de uma centena de subtipos. “As mais comuns, porém, são basicamente três: a cefaleia tensional, a cefaleia vascular ou enxaqueca e a cefaleia de Horton, também chamada de cefaleia em salva”, diz o médico.

A cefaleia tensional, explica Corrêa, é uma dor que envolve todo o crânio. Isso porque a musculatura ao redor da cabeça se tensiona (ao contrário do que se pensa, a tensão nesse caso não é emocional, mas muscular).

No caso da enxaqueca, além da dor pulsátil – que pode durar horas – os pacientes podem também, junto com as crises, ter náuseas e fotossensibilidade intensa, além da hipersensibilidade ao som. “Quem sofre com a enxaqueca, muitas vezes, procura ficar em um quarto escuro e isolado de tudo”, diz.

Entretanto, algumas pessoas que acham que sofrem com a enxaqueca podem estar sofrendo com outra condição: a cefaleia de Horton ou cefaleia em salva. “É uma dor que atinge um lado da cabeça, próximo à testa, a têmpora e o globo ocular. Também é intensa e chega a durar horas. Se ocorrer mais de uma vez por dia, ela pode se tornar crônica”, alerta Corrêa.

Tratamento

O tratamento para as cefaleias se divide, basicamente, em duas frentes: interrupção da dor e profilaxia das crises. “O arsenal é vasto e é preciso definir o problema para ver quais os melhores caminhos farmacológicos”, afirma Corrêa, que lembra também que há terapias que complementam esses tratamentos, como o biofeedback, um condicionamento físico que envolve técnicas de relaxamento para que os pacientes aprendam a controlar o incômodo que a dor causa.

Há ainda um subtipo de cefaleia que pode precisar do apoio de procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, como é o caso da cefaleia cervicogênica, que tem origem nos nervos que atingem a região posterior do crânio. “Esses casos têm a opção de combater a dor utilizando implantes de eletrodos sob a pele para bloquear os impulsos da dor e aliviar a condição”, completa o neurocirurgião.

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