Osteoporose e musculação

Osteoporose e musculação

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 11:31

Em termos de saúde pública mundial a osteoporose é uma doença que vem ganhando cada vez mais atenção. É fato, que considerável parcela da população dessas nações apresenta ou virá a apresentar conseqüências mais ou menos graves da diminuição da massa óssea.

De acordo com estudos, estima-se que nos Estados Unidos o número de pessoas com osteoporose esteja entre 15 e 20 milhões, levando a uma incidência anual média de 1,3 milhões de fraturas, com o custo aproximado de 3,8 bilhões de dólares.

A perda óssea em mulheres começa aos 35 anos e progride 1% ao ano até a menopausa. Nos 4 aos 5 anos após o término das menstruações, as mulheres perdem de 2 a 4 % ao ano, e depois voltam aos níveis de perda em torno de 1% ao ano. A importância clínica desta doença está no aumento da incidência de fraturas.

A osteoporose tipo I acontece na pós-menopausa, e manifesta-se com fraturas principalmente de rádio e vértebras; já a do tipo II (senil) acontece na velhice e ocasionando fraturas do colo do fêmur, vértebras e escápulas.

Na maioria das vezes é uma doença assintomática. Segundo PLAPER (1996) a osteoporose é uma doença de evolução silenciosa e comum  principalmente entre as mulheres após as alterações hormonais que ocorrem na menopausa. A doença pode ser definida como uma condição clínica na qual existe perda óssea significativa, comprometendo a integridade do arcabouço ósseo, reduzindo sua resistência e proporcionando fraturas das estruturas acometidas.

Estudos demonstram a influência do exercício durante a formação de um esqueleto mais forte.  Exercícios com sobrecarga (musculação) durante o crescimento, especialmente em pré-adolescentes, causam um aumento da DMO (densidade mineral óssea). Na fase adulta os exercícios reduzem pela metade a perda de massa óssea ou causa um aumento de DMO. A assiduidade e o tempo de atividades com peso também estão associados com a DMO.

A maior parte dos benefícios estão relacionados ao exercício durante o crescimento do indivíduo e são perdidos com a interrupção do mesmo.

Exercícios em um nível mais elevado depois de um período de alta intensidade nas atividades podem reter DMO residual benéficas em idades avançadas.  Ou seja, os estudos provam que exercícios com sobrecarga podem manter a densidade óssea e até mesmo reverter sua perda mesmo nos indivíduos mais velhos.

A explicação para este fenômeno está na capacidade trófica óssea, estimulada pela piezeletricidade, proporcionada pelos exercícios com sobrecarga. Este fenômeno estimula a mineralização. Em outras palavras, a contração muscular aplica uma carga no osso e este (pós-recuperação) responde ao treino com uma fortificação em sua estrutura, aumentando a densidade.

Portanto este é mais um motivo para as mulheres fazerem musculação. Além de força, estética, e tônus muscular, a prevenção de fraturas é um benefício que não pode ser omitido.

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