País tem nove milhões de kits de tratamento da nova gripe, diz Temporão

País tem nove milhões de kits de tratamento da nova gripe, diz Temporão

Atualizado: Quarta-feira, 22 Julho de 2009 as 12

O ministro da Saúde José Gomes Temporão informou que o país tem nove milhões de kits de tratamento para a nova gripe. Ele concedeu entrevista ao vivo para programa Bom Dia Brasil. Nesta terça-feira, 21 de julho, foram confirmados mais sete casos de mortes provocados pelo vírus Influenza A (H1N1), em São Paulo e no Paraná, elevando os registros para 22 mortes no país.

Temporão disse que os sintomas da nova gripe são os mesmos da gripe comum. Por essa razão, não há a necessidade obrigatória de se fazer os exames laboratoriais para confirmar o contágio pelo vírus Influenza A (H1N1). Sobre as pesquisas para a produção da vacina, ele estima que o Instituto Butantã, em São Paulo, participa dos estudos, com uma parceria francesa.

"Temos nove milhões de tratamentos da Fundação Oswaldo Cruz em matéria-prima, que estão sendo encapsulados. Nas próximas semanas, vamos receber mais 150 mil tratamentos. Ontem, terça-feira, chegaram mais 50 mil tratamentos que estão sendo distribuídos para os estados onde a situação é mais delicada: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, principalmente. Mas todos os estados vão receber o medicamento específico", disse o ministro.

Um laboratório australiano já começou a testar uma vacina contra a nova gripe. "Isso é uma boa notícia. Esse vírus da nova gripe sofreu uma mutação. Recebemos uma nova vacina e começaremos a testar nas pessoas. Isso vai nos permitir avaliar os efeitos colaterais. No hemisfério norte, a vacina já estará disponível em outubro ou novembro deste ano. No Brasil, a vacina só estará pronta em 2010", disse Temporão.

 Nesta terça-feira, 21 de julho, 50 mil tratamentos contra a nova gripe chegaram ao depósito do governo Federal. Os medicamentos serão distribuídos a 68 hospitais de referência em todo o país para o atendimento de pacientes infectados pelo vírus Influzenza A (H1N1).

Sobre o sistema de triagem de pessoas com a nova gripe nos hospitais e órgãos de saúde, o ministro afirmou que as pessoas que possuírem planos de saúde devem buscar os hospitais credenciados, os que usam o SUS, devem procurar os postos de saúde de seus bairros, as UPAs (Unidades de Pronto Antendimento) de sua cidade.

"Os exames laboratoriais não são essenciais para o tratamento. Tratamos a nova gripe da mesma maneira que tratamos a gripe comum. O medicamento usado é o mesmo. A conduta médica é a mesma e os sintomas são parecidos. É como se tivéssemos dois vírus circulando no país. Praticamente, isso não muda muito para nós da área de saúde."

Temporão disse que as duas gripes se tratam da mesma maneira. "As pessoas precisam ser melhor atendidas. Temos de internar essas pessoas e medicá-las e o medicamento é o mesmo para as duas doenças."

O ministro esclareceu também que o controle da medicação no país foi uma decisão tomada pelo fabricante e não pelo Ministério da Saúde. "Se tivéssesmos muito medicamento nas farmácias, haveria uma corrida muito grande aos estabelecimentos. A automedicação é perigosa, porque ela tem efeito colateral. O fabricante resolveu reduzir o número de caixas disponíveis por causa do aumento da demanda no mundo inteiro."

Temporão ratificou que os pacientes em situação de risco, e que por isso apresentam maior facilidade de contaminação pelo vírus da nova gripe, incluem pacientes com algum tipo de deficiência do sistema imunológico, como pacientes transplantados, portadores do vírus HIV. "As mulheres grávidas são, sim, pacientes de risco e demandam atenção especial para ela e para o bebê."

Ele disse que em todos os anos, durante o inverno, as doenças respiratórias circulam com mais rapidez. "Um dado importante é que, em junho de 2008, morreram 4,5 mil pessoas com a gripe comum. A letalidade da nova gripe é diferente."

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