Pediatras e ginecologistas predominam entre médicos no Brasil

Pediatras e ginecologistas predominam entre médicos no Brasil

Atualizado: Quinta-feira, 1 Dezembro de 2011 as 2:52

Dos 371.788 médicos brasileiros em atividade, 55,1% são especialistas. Ou seja, passaram por residência médica ou por concurso reconhecido de uma sociedade médica.

A pediatria lidera entre as 53 especialidades reconhecidas, com 13,31% desses profissionais. Na segunda posição está a ginecologia e obstetrícia, com 11,15%. A anestesiologia completa o trio de primeiros colocados, com 7,25% dos especialistas.

No outro extremo da lista, medicina legal e perícia médica (com 0,15% dos profissionais), angiologia (0,14%), cirurgia da mão (0,10%) e genética médica (0,08%) são as que têm menos especialistas.

A média de idade dos profissionais de cada uma das especialidades varia bastante. Chama atenção, no relatório, que três especialidades básicas concentrem o maior número de profissionais jovens.

A média de idade dos profissionais é um bom indicativo de tendências de carreira e das preferências dos profissionais recém-formados.

Enquanto a média de idade dos médicos brasileiros é de 46,03 anos, os especialistas em clínica médica têm cerca de 37,55, a mais baixa do grupo.

Entre as especialidades com menor média de idade também estão a infectologia (41,72 anos), a cancerologia (43,87 anos) e a genética médica (42,68 anos).

EM MINORIA

Na outra ponta do ranking, com idade beirando os 60 anos, estão especialidades que correm risco mais claro de falta de profissionais, como patologia clínica e medicina laboratorial, medicina legal e perícia médica, angiologia e homeopatia.

A pesquisa, uma parceria do CFM (Conselho Federal de Medicina) e de outras associações médicas, revela ainda que 167.225 dos médicos brasileiros são generalistas. São eles que, normalmente, respondem pelo primeiro atendimento ao paciente em hospitais e prontos-socorros.

Hoje, a razão entre médicos especialistas e generalistas no Brasil é de 1,23. Ainda longe dos países desenvolvidos, onde há, em média, dois especialistas para cada generalista.

As razões pela corrida pela especialização, diz o relatório, são muitas. Uma das principais, porém, é a remuneração mais elevada dos médicos especialistas.

Apesar da demanda, o Brasil não conta com vagas suficientes nos cursos de residência médica, que ainda são altamente concentrados no Sul e no Sudeste.

A proporção entre especialistas e generalistas, porém, varia bastante no país.

A região Sul é a recordista em especialistas, com 1,95 para cada médico generalista. O Norte, com 0,83, e o Nordeste,com 0,96, ocupam posição oposta, com mais generalistas do que especialistas.

O Centro-Oeste tem 1,66 especialista para cada generalista, o que se explica também pela presença do Distrito Federal, onde a razão é de 2,11, a mais alta do país. O Sudeste aparece abaixo da média nacional --1,16 especialista para cada generalista.

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