Pesquisa ajuda a diagnosticar a morte súbita

Pesquisa ajuda a diagnosticar a morte súbita

Atualizado: Quarta-feira, 3 Março de 2010 as 12

Um estudo realizado pelo Instituto do Coração, em São Paulo, pode ajudar os médicos a descobrirem com mais rapidez quais são as pessoas que correm o risco de ter uma parada cardíaca fatal, a morte súbita.

Segundo os dados coletados, a morte súbita não é um evento raro. Pessoas aparentemente saudáveis, sem qualquer sintoma, tiveram paradas cardíacas enquanto realizavam atividades normais do dia-a-dia.

A pesquisa, realizada pelo Instituto do Coração e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, permitiu aos médicos identificar como a morte súbita - quando uma pessoa tem um mal-estar e apaga de repente - atinge a população.

Em 2009, 21.200 pessoas morreram dessa forma na Grande São Paulo. O número é maior do que as mortes por câncer registradas no período, que atingiram 20.062 pessoas. Além disso, é o dobro do que as mortes por causas externas, como acidentes e violência, que atingiram 10.380 pessoas na região. No Brasil, a morte súbita foi a causa da morte de 210 mil pessoas.

O médico Claudinei José Martins foi uma das pessoas que passou perto da morte súbita. Ele não percebeu a instalação da doença silenciosa, mesmo após um desmaio. "Eu tinha ido para a academia às seis e meia da manhã, me exercitei até as sete e meia, fiz meia hora de esteira, e na hora em que eu fui me alongar, apagou", conta.

A morte súbita é causada por arritmia cardíaca, um distúrbio na velocidade ou ritmo do coração. A maioria das arritmias não causa danos, mas o tratamento é necessário quando ela provoca tontura, dor no peito e desmaio. Os procedimentos vão desde a administração de remédio até a cirurgia.

Postado por: Felipe Pinheiro

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