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Saúde

Pesquisa avalia Doutores da Alegria

Pesquisa avalia Doutores da Alegria

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:31

A pesquisa que avalia o impacto do programa de visita dos Doutores da Alegria aos hospitais foi lançada durante o festival "Que Palhaçada É Essa?!", nos dias 1 e 2 de novembro, em São Paulo. O objetivo do estudo foi observar os resultados do trabalho da ONG pela perspectiva dos profissionais de saúde. A escolha deve-se ao fato de que é este o grupo que por mais tempo tem contato com o trabalho dos atores da trupe, convivendo e, assim como os palhaços, estabelecendo uma relação direta com as crianças internadas e seus familiares.

Para realizar esta avaliação, há dois anos, os Doutores da Alegria contam com a consultoria do Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social, para apurar e analisar os resultados da atuação de seus artistas nos hospitais.

Vários indicadores de resultados da atuação artística nos hospitais foram relacionados, a partir de três etapas. Na primeira, um trabalho interno com a equipe dos Doutores da Alegria, para estabelecer diálogos sobre os indicadores de resultados que definem a atuação da ONG. Depois, uma avaliação qualitativa, a partir da criação de grupos focais de profissionais de saúde de dois hospitais - um em São Paulo, outro no Rio de Janeiro -, antes do início do trabalho dos Doutores no hospital e, posteriormente, a cada seis meses. E, por fim, uma avaliação quantitativa, com a análise de questionários aplicados junto a 567 profissionais de saúde que acompanham o trabalho da ONG nos 13 hospitais em que atua nas capitais paulista e carioca.

Metodologia - A avaliação quantitativa do trabalho dos Doutores da Alegria foi realizada durante o mês de setembro de 2008 em todos os hospitais onde o grupo atua em São Paulo (oito) e no Rio de Janeiro (cinco), por meio de questionários estruturados focados em profissionais de saúde. A opção pelos profissionais de saúde foi feita em função de sua presença constante nos hospitais, o que possibilita que observem de forma contínua o trabalho dos palhaços, qualificando as informações que esta avaliação buscava. A maioria das crianças e seus familiares, em contraposição, tem presença esporádica nesses espaços.

Foram respondidos 567 questionários. Entre os que responderam a esta avaliação, 16,3% são médicos(as), 15,5% são enfermeiros(as), 28,1% auxiliares e 5,2% residentes. Outras pessoas dos hospitais que atuam em departamentos administrativos ou em serviços de apoio (por exemplo, limpeza) também participaram desta avaliação e compõem 24,3% da amostra. Os profissionais de saúde entrevistados atuam na enfermaria dos hospitais (47,9%), na UTI (15,2%) e no ambulatório (7,6%), entre outros. Entre os participantes, 24% trabalham no hospital há menos de um ano e 43,5% atuam nos hospital há cinco anos ou mais.

Resultados

Os resultados indicam a concordância, por parte do público entrevistado, com as frases listadas. Cada um deles é acompanhado por depoimentos extraídos da transcrição dos grupos focais realizados até agora, na avaliação qualitativa do impacto do trabalho dos Doutores da Alegria nos hospitais.

1. Permanência do palhaço

O que permanece com a criança após a visita dos Doutores da Alegria?

95,7% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças pedem a volta dos palhaços. 91,0% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças recordam e relatam as brincadeiras realizadas pelos palhaços. 87,6% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças imitam e reprouduzem as brincadeiras realizadas pelos palhaços. 2. Relação das crianças com o próprio tratamento

Qual a influência da atuação dos Doutores da Alegria na maneira com que a criança lida com a experiência da internação/ tratamento?

96,3% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças ficam mais à vontade com o ambiente do hospital 95,4% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças ficam mais ativas (movimentadas e falantes) 89,2% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças ficam mais colaborativas com os profissionais de saúde 85,4% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças apresentam evidências clínicas de melhora 77,7% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças se alimentam melhor 74,3% dos profissionais de saúde afirmam que as crianças aceitam mais os exames e procedimentos médicos 3. Relação dos profissionais de saúde com a equipe de trabalho

Impacto da atuação dos Doutores nas relações dos profissionais de saúde entre si

56,8% dos profissionais de saúde afirmam ter mais disponibilidade para escutar colegas 49,5% dos profissionais de saúde afirmam que a equipe está mais coesa 45,8% dos profissionais de saúde afirmam que abriu-se espaço na equipe para se falar de questões delicadas e sensíveis 40,4% dos profissionais de saúde afirmam que sentem-se mais à vontade para opinar para a equipe 35,5% dos profissionais de saúde afirmam que passaram a conversar com pessoas com as quais não conversavam 4. Relação do profissional de saúde com a família/acompanhantes

Resultados referentes a três aspectos: relação do profissional de saúde c/ as famílias, relação da família c/ o tratamento médico da criança e relação da família c/ a própria criança.

90,1% dos profissionais de saúde afirmam que as visitas dos Doutores contribuem com a confiança das famílias sobre a melhora das criança 89,5% dos profissionais de saúde afirmam que as famílias começam a brincar mais com as crianças 87,5% dos profissionais de saúde afirmam que as famílias ficam mais à vontade com o ambiente hospitalar 85,3% dos profissionais de saúde afirmam que as famílias ficam mais calmas 77,8% dos profissionais de saúde afirmam que as famílias ficam mais colaborativas com a equipe de profissionais de saúde 76,1% dos profissionais de saúde afirmam que permitem pequenas mudanças de procedimento para beneficiar o clima mais harmônico 76,0% dos profissionais de saúde afirmam que as famílias tendem a se relacionar com as crianças como em sua própria casa 72,1% dos profissionais de saúde afirmam que as famílias ficam mais confiantes no tratamento 65,9% dos profissionais de saúde afirmam que estabelecem outras formas de se aproximarem das famílias 62,5% dos profissionais de saúde afirmam que conseguem compreender melhor as famílias 56,3% dos profissionais de saúde afirmam que têm mais facilidade para conversar com os familiares 5. Relação do profissional de saúde com as crianças no hospital

Transformações na relação do profissional de saúde com as crianças que atendem

76,1% dos profissionais de saúde afirmam que brincam mais com as crianças 75,5% dos profissionais de saúde afirmam que estabeleceram outras formas de se aproximar das crianças 75,2% dos profissionais de saúde afirmam que as reconhecem mais como criança mais do que como paciente 69,0% dos profissionais de saúde afirmam que passaram a conversar mais com as crianças. Para saber mais sobre o trabalho dos Doutores da Alegria, acesse: www.doutoresdaalegria.org.br .

Postado por: Claudia Moraes

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