Pesquisa em SP comprova que poluição deflagra doenças respiratórias e aumenta risco de infecções

Pesquisa em SP comprova que poluição deflagra doenças respiratórias e aumenta risco de infecções

Atualizado: Quinta-feira, 28 Outubro de 2010 as 9:02

Pesquisa realizada na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) comprova que o acúmulo de partículas e gases nocivos lançados na atmosfera provocam doenças respiratórias em pessoas com tendência e podem aumentar o índice de infecções das vias aéreas superiores e pneumonia nos paulistanos, em diferentes faixas etárias.

O objetivo do estudo foi avaliar a relação entre a concentração diária dos poluentes atmosféricos emitidos pela frota automotiva na cidade de São Paulo e o número de consultas diárias realizadas no serviço de emergência do Hospital São Paulo, ligado à Unifesp e localizado na Vila Clementino, zona sul da capital paulista.

Durante três anos, o estudo analisou 177.325 casos, atendidos pelo Serviço de Emergência do Hospital São Paulo. A grande maioria, ou 137.530 atendimentos, foram por doenças respiratórias. Desses, 72% referiam-se a infecções como sinusite, faringite e amidalite, 12% a gripes em geral, 9% a pneumonia e 7% a asma.

O grupo mais atendido no serviço de emergência foram os menores de 13 anos. Na sequência, pessoas de 40 a 65 anos, 30 a 39, maiores de 65 e indivíduos entre 13 a 19 anos.

Os pesquisadores concluíram que foi significativa a associação do aumento da concentração dos poluentes com a gripe entre jovens de 13 a 19 anos e em idosos maiores de 65 anos. Em relação à asma, os resultados mais impactantes aparecerem entre 30 a 39 anos de idade e também entre 40 e 65 anos. O excesso de material nocivo no ar também se associou significativamente com admissões por pneumonia nas idades de 40 a 65 anos e em maiores de 65 anos.

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